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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A fogazza mais lenta da Mooca

Sim, recebemos mais uma colaboração (finalmente!) neste blog que te ajuda a comer bem por pouco dinheiro e sem ir pro hospital em seguida! Desta vez, foi a leitora Sandra Peres que mandou seu relato sobre a fogazza do Seu Zé, na Mooca.

Quer colaborar também? Mande seu texto para FastFooddePobre@gmail.com!

Vamos ao post:

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Depois de tanto ouvir indicações dos amigos, no feriado resolvi experimentar a tal fogazza do seu Zé, era isso ou pizza, ou na pior das hipóteses comida de shopping. Estávamos todos com muita fome, passamos a tarde toda ocupados, os armários e geladeira da casa estavam vazios, não tinha nada mais que um café pra disfarçar a fome, nem pão com ovo ia rolar em casa.



Cheguei animada, fazia tempo que não comia uma fogazza e apesar de amar cozinhar, não gosto de fazer frituras em casa, por vários motivos, o primeiro é que em vez de uma porção você como no mínimo 3, o segundo é que o cheiro da fritura te acompanha por dias, e o terceiro e não menos importante é que você acaba se acostumando em fritar as comidas em casa e engorda mais do que deveria.

Fizemos o pedido, essa parte foi fácil, apesar de gostar de todos os recheios, fui no tradicional frango com requeijão, se nada der certo estou alimentada, filosofia de ex-nutricionista. Todas as fogazzas vem com queijo mussarela, tomate e orégano, isso é bom! O preço também agradou, foi justo. A informação que me passaram era de que apenas uma mataria minha fome, não sei se foi a demora pra receber o pedido, ou o fato de não ter pedido refrigerante, mas saí de lá com fome.

Só depois de reclamar algumas vezes da demora foi que me avisaram que é melhor ligar antes para fazer o pedido, depois começar a se arrumar pra sair de casa, dirigir sem pressa e ainda pedir uma cerveja assim que chegar pra aliviar a espera de mas uns 15 minutos. Sim, esperamos cerca de uma hora pra receber nosso pedido.



Geralmente uma fogazza mataria minha fome, mas não foi o caso, a porção é boa, a massa é sequinha,sem gosto de fermento, o recheio muito bem temperado e acompanha todo o salgado, só faltou ficar pronta antes. O local é bem simples, no alto da Mooca, a única distração é ficar vendo os carros passando enquanto se reclama da demora. Se não demorasse tanto teria pedido outra e meus amigos também.

Fica a dica para quem quiser experimentar, liguem antes da fome apertar, façam o pedido, inclusive se pretendem levar algumas para casa, se preparem para sair, vão sem pressa, e estejam dispostos a encarar a cervejinha. Vale a pena!

O que: Casa da Fogazza do Seu Zé
Local: Rua Alto Rio Novo, 137 Alto da Mooca - São Paulo
Preço: De R$ 6,00 a R$14,00 (especial)
Atendimento: Demorado, longa espera, recomenda se ligar e fazer o pedido antes de sair de casa pelo (11) 2965 9435.

Efeitos Colaterais:
Fome. Não tive problemas por ser fritura, mas comeria outra se não demorasse tanto pra ficar pronta.
Avaliação:

terça-feira, 3 de julho de 2012

Dogão de Esquina


Chegou a hora de voltar. Faz tempo que não nos arriscamos e nos metemos a comer um belo hot dog roots, daqueles de vanzinha, sem o menor requinte ou diferencial. Pois bem, agora é hora de voltar às raízes. Primeiro, consegui finalmente encontrar uma carrocinha de cachorro quente aqui na V. Madalena/Perdizes. Tarefa difícil, já que aqui não é dos bairros mais Fast Food de Pobre da cidade.

Do lado do Terminal de Ônibus V. Madalena, colado com o metrô, fica a esquina em que uma minivan faz o clássico hot dog arte. Sem frescuras, malabarismos ou fogos, a vanzinha faz o seu trabalho de oferecer o mais clássico Fast Food de Pobre que existe.

Quando cheguei, tinham 3 pessoas na fila. Já pensei que ia demorar, mas eles me surpreenderam com um atendimento rápido e eficaz. Dona Elisabete me atendeu em um instante e o moço da chapa já preparou meu lanche. Escolhi o "Dogão", mesmo sem saber o que viria nele. Parecia ser o maior, então fui nessa.



O bacana é que você pode escolher seu lanche no pão francês. Descobri isso tarde demais, infelizmente. O meu veio no pão de hot dog, mesmo. O lanche vez com os horripilantes Cheddar e Catupiry genéricos, mas eles não chegam a estragar totalmente o negócio. O maior problema: não tem onde sentar. Como fica na calçada, não tem mesinhas, cadeirinhas ou nada do tipo. Comi em pé, e em menos de 10 minutos já tinha acabado com o lanche. O almoço mais rápido dos últimos tempos.


O que: Dogão "da Esquina"
Local: Esquina do Terminal V. Madalena, Av. Heitor Penteado
Preço: Dogão (o maior de todos) - R$ 6,00 Refrigerante - R$ 2,70
Atendimento: Rápido, simpático e atencioso!
Efeitos Colaterais: Até o momento, nada de mais. Achei que ia cair como uma bomba, mas até o momento está tudo tranquilo por aqui.
Avaliação: 



segunda-feira, 5 de março de 2012

Quando tudo falhar, Hot Pocket

Eu não tenho muita frescura com comida. Sendo minimamente gostoso e eu estando com fome, mando pra dentro sem problemas. Por isso, quando tô com preguiça, eu às vezes compro os populares Hot Pockets da Sadia pra enganar o estômago.

Não dá pra negar que não lembra em nada um lanche normal feito na hora. O de bacon, por exemplo, tem um bacon que não lembra nem de longe o gosto de um bacon que se preze. Mas dá pra engolir em nome do sedentarismo. O problema maior é o tamanho do lanche: os que parecem ser normais na embalagem têm o tamanho aproximado de uma moeda de um real. (Sim, é exagero, mas eles realmente acabam em três mordidas)

Esses dias aproveitei um tempinho livre e resolvi experimentar o último lançamento da linha Hot Pocket da Sadia: o Hot Pocket Extreme X-Burger. Pelo tamanho da caixa, ele deveria ter o tamanho de um Whopper do Burger King. Ah, sonho meu.

O lanche tem o tamanho de um... lanche normal. Pela lógica dos normais serem minúsculos, eu já devia esperar por isso. Bom, o lanche em si dizia ter um "molho especial", que nada mais é que um tipo de cheddar pastoso. Não posso dizer que o lanche é ruim, foi bem gostosinho. Ganha dos anteriores, especialmente daquele X-Bacon sem bacon nenhum.


Ou seja: vale a pena mandar ver no Hot Pocket quando não tiver mais opções. Mas, se você tiver como fazer seu próprio hamburguer ou mesmo comprar um feito na hora, não pense duas vezes!

Aliás, um adendo, já que estamos falando de Hot Pocket: onde foram parar aqueles maravilhosos Hot Pocket de rolinho? Aqueles sim, eram ótimos! Agora só vejo os lanches e as fatias de pizza (o cúmulo da preguiça!). Onde foram parar os rolinhos, hein, Sadia?



O que: Hot Pocket Extreme X-Burger
Local: Nos supermercados de todo país, eu acho.
Preço: Por volta de R$ 5,00 em um supermercado comum.
Atendimento: Depende muito de onde você comprar...
Efeitos Colaterais: Posso até dizer que fiquei com azia, mas não tenho como culpar o Hot Pocket, já que tomei uns 4 ou 5 cafés naquele dia.
Avaliação:

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Pastel 24 Horas na capital do Brasil

O Fast Food de Pobre finalmente recebe uma resenha de outro estado. Hoje, nosso leitor e agora colaborador João Pedro Toti mandou uma resenha sobre um pastel 24 horas lá em Brasília, onde vive. Uma boa pedida para quem tem aquelas incríveis laricas da madrugada e não aguenta mais pizza. Bem que aqui em SP podia ter um desses, não?

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Pastel 24 horas Brasiliense,
por Toti (@toticore)

Sou o Toti, de Brasília. Quando me interessei em enviar artigos para o blog, com o qual me identifiquei muito, pensei logo em qual seria o primeiro. Até que consegui descer na rodoviária para saborear uma comida típica de Brasília: o pastel da Viçosa. Existe há mais de 40 anos, ali na rodoviária, ponto de encontro entre as Asas Norte e Sul, centro de Brasília, há poucos metros (talvez alguns poucos quilômetros) do Palácio do Planalto e suas Câmaras, dos deputados e senadores.

O local funciona 24 horas, e serve poucas opções de sabores (queijo, frango, carne e calabresa). Além disso, caldo de cana, uns dois sabores de suco, café, pão de queijo e X-Tudo. Dessa vez, minha opção foi o conjunto clássico pastel com caldo de cana, por R$ 2,50, com pastel no sabor carne.



Durante o dia o local é muito corrido, a todo minuto é pastel saindo, gente chegando e indo, então o atendimento é direto e rápido: pagou no caixa, recebe uma ficha, entregou ao atendente ele já te serve com caldo de cana e busca o seu pastel em alguns segundos. Um ponto negativo são alguns pombos por perto e muitos mendigos do lado do caixa pedindo uma moeda.

O recheio é caprichado, e a massa não é aquela mais seca do mundo, mas é até sequinha (a melhor opção é na madrugada, quando eles vendem menos pasteis, então a qualidade fica ainda melhor), o recheio é bem servido, nada de pastel de vento. Uma boa pedida (e barata) para quando aquela fome bater, seja pouco antes de ir embora ou voltando de algum show no meio da madrugada.

Uma das outras opções é pedir o trio, sendo dois pasteis e um caldo de cana de 300 ml por R$ 3,50. O lugar em volta não é dos mais limpos, mas vale a pena fazer seu pedido.

O que: Pastel Viçosa
Local: Rodoviária do Plano Piloto, plataforma térrea leste - lojas 32 e 33 (embora nem
sabia que lá tinha número, fica próximo a entrada/saída do metrô).
Preço: R$ 2,50 um pastel com caldo de cana e R$ 3,50 o trio (dois pasteis e um caldo de cana)
Atendimento: Simples e direto, nada a reclamar, mas também sem carisma demais.
Efeitos Colaterais: até hoje nenhum, embora quase sempre dá um certo receio antes de consumir o produto.
Avaliação:

segunda-feira, 4 de julho de 2011

McTrash

Imagine-se na seguinte situação: Você está num país desconhecido. Você está com fome. Você não tem um puto no bolso. Complicado ahn? Pois é... Sempre me lembro da uma propaganda de curso de inglês em que o cara pedia "hamburger" na lanchonete mas não conseguia entender o que a atendente dizia e só repetia "hamburger". Acho que a sensação deve ser parecida... Ou pior se você está sem grana.

Um amigo do trabalho (que será tratado aqui como "teachero") contando sobre um intercâmbio que fez em Israel contou a forma interessante de como se virava nesses momentos de fome+falta de grana num país estrangeiro. Pedi por muito tempo que ele escrevesse essa história para ser publicada aqui no Fast Food de Pobre, e finalmente temos seu relato sobre o que ele apelidou de "McTrash".

"Eu trabalhava com a Dri até hoje, e contando sobre meu intercâmbio ela pediu para eu escrever sobre uma história que ela achou legal aqui para o blog.

Intercâmbio pode não parecer uma experiência de pobre. Mas considerando que eu fui para esse intercâmbio em 2003, com o dólar a R$2,30 e pagando o programa com subsídio, da pra ter idéia de que não foi barato. Por isso, para passar 11 meses em Israel, mesmo tendo todas as refeições, casa e roupa lavada, ainda precisaria de algum dinheiro para coisas importantes (como vodka e narguila) e tudo que tinha eram U$500,00, ou seja, menos de 50 dólares por mês. (Não dá pra nada!)

Fato é que não dava para pensar em comer fora, nem mesmo num McDonalds. Então, para matar a vontade de um hamburguer com batata frita, nós fazíamos o tal "McTrash" que, segundo o dicionário, é a técnica de comer o lanche que outras pessoas não terminaram de comer e vão jogar fora.

Várias vezes nós pedíamos para quem estava levantando da mesa o que sobrou e comíamos sem problema, e outras vezes a gente simplesmente pegava sem pedir.

Mas a melhor história aconteceu em Tel Aviv, quando fomos passar um fim de semana livre lá. Sem dinheiro nenhum e com mais 6 amigos. Quando a fome bateu fomos para um shopping e fizemos McTrash, até que uma senhora percebeu e veio falar com a gente. Nessa época a Argentina estava em grande crise econômica e muitos argentinos estavam indo morar em Israel. Então, para deixar a senhora comovida, a gente falou que era argentino e ela, com dó, acabou pagando um lanche para todos.

Essa é uma experiência inesquecíve e quem tiver possibilidade faça, porque é engraçadíssimo!"

Teachero, 27 anos


quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Nostalgia: Beijing Burger - Made In China

Queridos visitantes! O post abaixo foi escrito no dia 26 de julho de 2008 e é o embrião do que um dia viria a se chamar Fast Food de Pobre. Espero que gostem dessa raridade que cavamos lá do fundo do baú! Era o lançamento do lanche especial do McDonald's chamado Beijing Burger.

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Como diz o meu grande amigo Peruíbe: é tudo uma grande ação de marketing. O McDonald's lançou o tal Beijing Burger (porque não PEQUIM?) e eu e minha namorilda Dri fomos ver qual é a do lanche.

Pra começar, o negócio (da China?) é umas três vezes menor (da China?) do que o comercial diz. Até aí, todos os outros lanches são, então a gente meio que já esperava. Mas... digamos que é um McChicken com hambúrguer de carne. O site diz: "Sanduíche de hambúrguer de carne 100% bovina, molho oriental com gostinho de gengibre, chop suey e alface no pão Beijing".

Bom, vamos dissertar sobre cada parte. O tal molho oriental é maionese, sem gosto de gengibre nenhum. O chop suey! (DOWN, System of; 2001) nada mais é do que um pouco de alface e dois ou três brotos (legais) de feijão. Já o pão Beijing... não difere em nada dos pães normais, exceto por ele... hm... ser Beijing. Ah, e o gergelim ser preto! UAAAAAAAAU!

Lógico que a gente pediu tudo que tinha direito: já que pra fazer crítica gastronômica amadora, quisemos fazer o negócio completo! Primeiramente, temos os sticks de arroz com vegetais, pra substituir as populares batatinhas de sete minutos (nesse tempo, elas amolecem e não sobem mais...da China?). Okay, esses até que eram gostosinhos. Nada mais do que nuggets de vegetais, aqueles de mercado mesmo. E a crocância que eles prometem passou longe. O molho agridoce que dá o toque final: ketchup com açúcar. Nham! Diliça!

Finalmente, algo gostoso de verdade: a tal Fanta Mundo China. Tem mesmo o gosto de laranja e melão, que combinam, dá tudo certo, e fica gostosinho. Interessante. "Refrescantheeee..." (REIS, Leonardo; 2007)

Hora da sobremesa. Aliás, sobremesa Imperial. Consiste em um pouco (bem pouco) de sorvete de baunilha, banana caramelada e dois canudinhos de biscoito (Yeah, isso sim faz valerem os cinco reais!). É gostosinho, mas... a banana é pequena (desculpem-nos os orientais) e ela é o único fator que faz a sobremesa diferir de uma casquinha de baunilha convencional.

Enfim, não matou nossa fome, e tivemos que pedir mais um lanche pra cada um. E até a garçonete do McDonald's concordou que preferia os lanches de sempre. Se até os empregados do Ronald concordam, quem somos nós pra discordarmos?

Como a Dri definiu bem: "Comer no McDonald's é que nem comer puta. È caro, você sabe que não deveria fazer isso, mas come mesmo assim, e se sente mal depois."

(da China?)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Perdi a virgindade com um gatinho!

Adoro gatos. A minha filhinha, por exemplo, é uma gata. Mas algumas pessoas apreciam os gatos de uma outra forma: picadinho e assado num espetinho.

Essa fama do quitute encontrado em quase toda esquina e ponto de ônibus da cidade me faz pensar... Se os chineses comem cachorros, será que esse famoso espetinho é realmente de carne de gato?

Perdi a virgindade há alguns dias. Depois de 23 aninhos na inocência nesse mundo de sabor felino, tomei coragem e perdi o selinho na Praça Nippon, na Zona Norte de São Paulo.


Pra não doer, fui de papai e mamãe. Espetinho comum, suposta carne bovina, envolta por farofa de poeira de carro pra dar um "plus". O João preferiu não saborear os grãozinhos farofais e foi repreendido pelo vendedor da iguaria, que, aliás, se parecia muito com o apresentador Ratinho, com bigode característico e que disse que a farofa era a alma do verdadeiro churrasquinho de gato.

Descobri que nem tudo que estava no espetinho era o que eu esperava. Entre um cubinho de carne e outro, encontrei alguns da mais pura gordura de bunda de boi, mascarada pela farofa. (Pegou? Pegou?) Mas o João me explicou que faz parte do segredo para manter o gostinho especial de gotosura.


De qualquer forma... O que não era gordura pura tinha um gosto genuinamente bom. Mas infelizmente, essa experiência mexeu dimaix cumigu. Acabei sofrendo e relembrando daqueles momentos sentada no banquinho da praça quando fui ao banheiro. Digamos que as memórias vieram em forma de um pântano lamacento...

Mas não sei se todo o estresse gastrointestinal foi culpa do pobre gatinho (quase um Colírio Capricho!), pois o meu gatinho João (tira oszói!) não sentiu as mesmas sensações de nostalgia ao se lembrar do espetinho.

E como ouvi falar que a primeira vez a gente nunca esquece, mas também que nunca é a melhor, vou dar outras chances ao gato no espetinho, pois me deixou com gostinho de quero mais...

O que:
churrasquinho de gato
Local: Praça Nippon, em frente ao Banco Bradesco - Zona Norte de São Paulo
Preço:
R$2,00
Atendimento:
O que eu posso dizer?: Era o Ratinho!
Efeitos colaterais: Nostalgia cor de carne no banheiro...
Avaliação:

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Quando a noite termina em pastel

O recém-paulistano e grande amigo Pedro Couto, do blog Pangeia, está bem alinhado com o ideal do Fast Food de Pobre: desbravar os guetos e bibocas procurando por quitutes e acepipes baratos, gostosos e que não deem aquele revertério intestinal monstruoso. E em suas caminhadas pela Terra da Garoa, encontrou um pastel em um lugar inusitado. Sigam o relato!

'Eis que me encontro em plena Av. Paulista, às 19h30 de uma segunda-feira, bisbilhotando a seção de promoção de uma loja de CDs (sempre encontro coisas boas e baratas, obviamente). Tinha acabado de sair do trabalho e me dei conta que perambulava pela avenida atrás de comida. À alguns metros à frente, após um típico boteco paulista, avisto algo diferente: uma barraca de pastel dentro de algo que provavelmente fora um boteco. Sim, era uma barraca dentro de um boteco. Pensei que ali deveria ter algo interessante. Assim como na astronomia tem-se o astrônomo, na gastronomia, deve-se existir o gastrônomo. Se gastronomia é ciência, nós somos a cobaia. Foi com esse ideal que imergi no ambiente.

O local faz jus à sua intenção. É como tivéssemos uma tradicional barraca de pastel incrustada na moderna e movimentada Av. Paulista. Vemos em cima da bancada de metal potes com vinagrete e bisnagas de molhos diversos. A comunicação ao “pasteleiro” é feita do método mais funcional e barato: o grito.
Além dos sabores costumeiros, como carne, queijo, palmito e frango com catupiry (e vários outros), todos com o preço de R$2,50, a “Pastel de feira” (acho que é o nome do lugar) tem opções de pastéis “especiais”: frango ou carne - com queijo, ovo e tomate. O preço é o dobro do pastel comum (5 pila, pra quem é ruim de matemática).

Como estava em serviço (afinal já avistei escrever para este blog), fui direto no carro-chefe da casa. Para abrir o apetite (ou soltar o intestino), pedi também um caldo-de-cana.O Especial de carne é um pastel robusto, imponente. Como as veias saltadas de um alterofilista, é possível avistar a silhueta do ovo e do tomate, além de supor a diagramação dos outros ingredientes. A massa é crocante e não vem encharcada de óleo. O gosto mantém a tradição de feira.

Para quem mora/trabalha na região, é possível pedir para entrega. Eles não cobram taxa em pedidos acima de 3 pastéis. Fica de sugestão para quem tiver na região da Paulista, não quiser gastar muito e reviver as barracas de feira, muito frequentada no pós-noitada, quando você se escora na banca, erra o vinagrete no pastel e só pensa em se tele-transportar para sua cama.'

O que: Pastel Especial de carne
Local: “Pastel de Feira” - Av. Paulista, 675
Preço: Pastel Especial - R$5,00 / Caldo-de-cana pequeno (200ml) - R$2,00
Atendimento: Pouco papo. Peça, ouça o grito do seu pedido (e de outros) e é isso.
Efeitos colaterais: Nenhum. Apesar da mistura prever um dilúvio, nada ocorreu.
Avaliação:

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Dogão humildão do Belém

Acho que todo mundo está mais do que acostumado a ver por aqui as resenhas clássicas de hot dog com trezentas coisas em cima, que vão desde purê até salada de repolho (chucrute!). Pois bem, mas hoje vou falar do dogão mais TRU que vocês podem encontrar. Este que lembra aqueles hot dogs americanos só com aquele fio de mostarda serpenteando e nada mais. Existem alguns terminais de ônibus que são verdadeiros paraísos do Fast Food de Pobre, com comida barata, às vezes gostosa, mas sempre de procedência duvidosa. De cabeça posso citar o Terminal Bandeira (perto do metrô Anhangabaú), o Terminal Santana, o Terminal Carrão, Terminal Tatuapé, e o nosso astro de hoje, o Terminal Belém!

Saindo do metrô Belém, virando à esquerda da catraca e descendo as escadas, você já sentirá um cheirão de pão de queijo (aroma que fica entre o chulé e o gorfo). Na fachada, lerá Vitta Pane. Você chegou!


O hot dog custa $ 1,50 e consiste apenas de pão, 2 salsichas e uma lambiscada de maionese. No balcão tem um baldão de catchup e outro de mostarda, para complementar o lanche. E é aquele catchup fodão de rua, que é mais doce e mais aguado que o normal. Falando sério, eu gosto! E mesmo o esse hot dog sendo pequenino e sem adereços, vale a pena quando aquela fome bater e você tiver menos de 2 reais no bolso. Vale a pena comprar um refrigerante Dolly para acompanhar, por apenas 1 real! Seu estômago agradecerá o agrado... ou não. Mas é muito bão pra matar a fome pós-balada, especialmente se você estiver bêbado. Se você bebeu muito, dá pra comer 2 sem pensar!



O que:
Hot dog simprão

Local:
Vitta Pane - Terminal Belém, Estação Belém do Metrô

Preço:
Hot Dog - R$5,00 / Dolly - R$1,00

Atendimento: Rapidinho, porém atencioso.
Efeitos colaterais: Nenhum até o momento. O medo é maior do que o efeito propriamente dito. Pode meter o dente sem medo!
Avaliação:

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Pizza três em um

Que pizza é basicamente sinônimo de "tô com preguiça de cozinhar e ainda por cima sem grana" já é fato. Mas acontece que às vezes a gente cansa da meia mussarela meia calabresa, que são geralmente as mais baratas. (Geralmente aparecem como "Promoção 1" na capa do papelzinho da pizzaria, junto com a de atum, a portuguesa e variantes entre diferentes pizzarias)

E foi numa dessas noites perdidas em que o João insistiu em me esperar chegar da faculdade, mesmo perdendo o ônibus e indo parar nem sei onde, quase perdi o ônibus na volta pra poder chegar, mas, é claro, consegui (senão não estaria escrevendo não é mesmo?). Chegando nos deparamos com a cruel verdade: Não tem nada na geladeira, o que vamos comer? Ah! E também não temos um puto. (Leia-se: "Não temos dinheiro")

Solução: pizza delivery. Agora faltava achar um que atendesse aqui no fim do mundo onde estamos morando e, ainda aceitasse cartão de débito. Muito folhetinhos depois, encontramos a Pizzaria Berlim.


Indecisos que somos, depois de muito olhar as opções do folhetinho resolvemos ser rebeldes: Meia Strogonoff Meia Hot Dog. Quase uma suruba gastronômica! Levando em conta que uma pizza dá para um almoço e um jantar pra dois (pelo menos é assim aqui em casa) teríamos além de uma pizza, um lanche E uma refeição. Sendo que pagamos R$18,00, vejamos quanto saiu o "enche bucho" por cabeça. Almoço e jantar: R$9,00 cada. Para duas pessoas: R$4,50. Quer mais? (Momento para sentir orgulho pela façanha.)

Quando a pizza/lanche/refeição chegou, ao abrir a caixa deu um medinho de ser massa de pizza com batata palha por cima. Mas, aos poucos, fomos nos deparando com o que havia entre os dois. A pizza de strogonoff não traz lá o prato à moda da minha sogrinha querida (juro que não estou puxando o saco, é bão mesmo), mas dadas as devidas proporções, tava bem gostosinho. A pizza de hot dog não deixava a desejar quando comparada aos hot dogs de rua espalhados pela cidade (mais uma vez, não comparável ao imbatível Dogão da USP, mas vamos lá, era uma pizza!).

Conclusão: continuo achando que somos gênios por reunir pizza+lanche+refeição. Recomendo a experiência!



O que: Pizza Meia Strogonoff Meia Hot Dog
Local:
Pizzaria Berlim Delivery - Vila Sabrina - São Paulo (tel: 2989-9277)
Preço: R$18,00 (Veja as contas acima!)
Atendimento: Padrão de delivery, pediram pra repetir o nome da rua, ninguém disse que me amava, mas o pedido chegou certo.
Efeitos colaterais:
Estou me sentindo um gênio!
Avaliação:

sábado, 4 de dezembro de 2010

O silencioso dog da Panamericana

Hot dog tem em todo lugar. Você vira na esquina, e lá tem um dogão. Vai pegar o metrô, lá está um dogão. Vai no shopping, e lá está ele. Vai no banheiro, e lá está o dog. É o fast food de pobre unânime, todo mundo já comeu, e se não comeu, comerá. E se não passou mal, algum dia passará.

Esses dias resolvi economizar no almoço e andei até a Praça Panamericana, a princípio para ir no McDonald's. Mas percebi um carrinho daqueles especiais que só dogueiro tem, e preferi parar por lá.

Quem atendia era um moço e um senhor, os dois muito solícitos. Pedi o dogão prensado, que era o mais completo e é um clássico da culinária de rua tru. Mas lá também tem o hot dog comum, lanches de calabresa, misto quente, x-burguer e seus similares...

Os ingredientes são os de sempre, com a diferença que ketchup e mostarda você mesmo coloca. Dog relativamente pequeno, ganha pontos por ser fácil de comer, sem fazer aquela melequeira costumaz. Tá, eu consegui sujar meu celular de maionese, mas isso foi burrice minha mesmo. Descobri só depois de algumas horas, quando vi que meu bolso estava cremoso.

Peço que ajudem os dois do carrinho de hot dog (dogueiros profissionais, segundo plaquinha na parede) dando um rádio ou uma TV para que eles se distraiam enquanto vendem o quitute. O silêncio é quase sepulcral, e eles ficam com uma cara de tédio... fiquei com dó.

O que: Hot Dog
Local:
Carrinho de Hot Dog - Pça Panamericana, esquina da R. D. Elisa de Moraes Mendes
Preço:
Hot Dog - R$ 2,00 Dogão Prensado - R$ 2,50 Refrigerante - R$ 2,50
Atendimento: Eles atendem muito bem, com direito a "Obrigado e fica com Deus!" na saída.
Efeitos Colaterais:
Nenhum. O lanche só poderia ser maiorzinho...
Avaliação:

quinta-feira, 25 de março de 2010

O velho e bom McGangBang

Não sei como não postei isso aqui ainda. É um sacrilégio, eu sei, mas estou aqui para me redimir. Já apareci até no jornal Todo Dia de Americana graças à esse pequeno videozinho. Nessa pequena peça cinematográfica (já publicada no Ouse Ser Idiota, meu blog pessoal) ensinarei vocês a fazerem o popular lanche McGangBang; Segundo o Urban Dictionary, ele consiste de um McChicken e um McDuplo. Nos EUA, temos também o Unprotected McGangBang, com o Spicy Chicken deles. Mas como nosso McDonald's não tem essas firulas, vai o tradicional, saboroso e nutritivo.



Na câmera, as usual, está a Dri, outra apreciadora dessa iguaria. Se você bebeu demais e está voltando para casa sem saber o que comer, passe em um McDonald's 24 horas e faça essa experiência. O McDuplo chegou a ser retirado do cardápio, mas pelas informações que eu tive está de volta para a felicidade geral da nação! Me corrijam se eu estiver errado...

P.s. - Se você não faz idéia do que significa Gang Bang, tire as crianças da sala e descubra.

terça-feira, 23 de março de 2010

O Cheddar volta a caber no bolso


Se você é grande consumidor de porcarias gastronômicas, há grandes chances de você comer pelo menos uma vez por mês no McDonald's. Não adianta mentir e querer pagar de cool e falar que o Mcdonald's é out, como muitos adoram fazer no Twitter. Tenho certeza absoluta que quando bate aquela fome bizarra e você está perto dos arcos dourados, não pensa duas vezes antes de engolir um nº 1 com Coca média.

Mas acontece que o McDonald's cada vez mais enfia a faca no coração de seus consumidores com seus preços gigantescos e lanches Querida Encolhi As Crianças. O Big Mac, por exemplo, hoje em dia tem o tamanho de um EconoCombo do Burger King, se não menor. O que o McDonald's faz? Os pequenos preços! De tempos em tempos, um dos lanches da casa fica por módicos R$ 5,00. E esse mês, depois de uma longa espera, temos de volta o Cheddar, um dos poucos motivos que ainda fazem a gente comer no McDonald's, por esse preço bacana pra quem tá com o saldo Sub-Zero.

O Cheddar foi diminuindo como todos os lanches do McDonald's, e hoje em dia tem o tamanho aproximadamente igual ao de uma moeda de 25 centavos. Mas o cheddar daquele lanche é incomparável. Deve ser cheio das químicas malucas, mas é muito bom... Vale a pena, pelo preço promocional. Mas enche só o buraco do dente.

O que: Cheddar McMelt
Local: Qualquer McDonald's do país
Preço: Na promoção, R$ 5,00
Atendimento: Depende do McDonald's que você vai. Em alguns, você vai ser tratado como lixo. Em outros, como um rei. Em outros, você comerá cuspe. Depende.
Efeitos Colaterais: Depende de seu estômago. Eu costumo virar uma bomba de gás lacrimogênio depois de um Cheddar. Coisa que não acontece com outros lanches dos Golden Arches, veja bem.
Avaliação: