Mostrando postagens com marcador estabelecimento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador estabelecimento. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A fogazza mais lenta da Mooca

Sim, recebemos mais uma colaboração (finalmente!) neste blog que te ajuda a comer bem por pouco dinheiro e sem ir pro hospital em seguida! Desta vez, foi a leitora Sandra Peres que mandou seu relato sobre a fogazza do Seu Zé, na Mooca.

Quer colaborar também? Mande seu texto para FastFooddePobre@gmail.com!

Vamos ao post:

____________________________

Depois de tanto ouvir indicações dos amigos, no feriado resolvi experimentar a tal fogazza do seu Zé, era isso ou pizza, ou na pior das hipóteses comida de shopping. Estávamos todos com muita fome, passamos a tarde toda ocupados, os armários e geladeira da casa estavam vazios, não tinha nada mais que um café pra disfarçar a fome, nem pão com ovo ia rolar em casa.



Cheguei animada, fazia tempo que não comia uma fogazza e apesar de amar cozinhar, não gosto de fazer frituras em casa, por vários motivos, o primeiro é que em vez de uma porção você como no mínimo 3, o segundo é que o cheiro da fritura te acompanha por dias, e o terceiro e não menos importante é que você acaba se acostumando em fritar as comidas em casa e engorda mais do que deveria.

Fizemos o pedido, essa parte foi fácil, apesar de gostar de todos os recheios, fui no tradicional frango com requeijão, se nada der certo estou alimentada, filosofia de ex-nutricionista. Todas as fogazzas vem com queijo mussarela, tomate e orégano, isso é bom! O preço também agradou, foi justo. A informação que me passaram era de que apenas uma mataria minha fome, não sei se foi a demora pra receber o pedido, ou o fato de não ter pedido refrigerante, mas saí de lá com fome.

Só depois de reclamar algumas vezes da demora foi que me avisaram que é melhor ligar antes para fazer o pedido, depois começar a se arrumar pra sair de casa, dirigir sem pressa e ainda pedir uma cerveja assim que chegar pra aliviar a espera de mas uns 15 minutos. Sim, esperamos cerca de uma hora pra receber nosso pedido.



Geralmente uma fogazza mataria minha fome, mas não foi o caso, a porção é boa, a massa é sequinha,sem gosto de fermento, o recheio muito bem temperado e acompanha todo o salgado, só faltou ficar pronta antes. O local é bem simples, no alto da Mooca, a única distração é ficar vendo os carros passando enquanto se reclama da demora. Se não demorasse tanto teria pedido outra e meus amigos também.

Fica a dica para quem quiser experimentar, liguem antes da fome apertar, façam o pedido, inclusive se pretendem levar algumas para casa, se preparem para sair, vão sem pressa, e estejam dispostos a encarar a cervejinha. Vale a pena!

O que: Casa da Fogazza do Seu Zé
Local: Rua Alto Rio Novo, 137 Alto da Mooca - São Paulo
Preço: De R$ 6,00 a R$14,00 (especial)
Atendimento: Demorado, longa espera, recomenda se ligar e fazer o pedido antes de sair de casa pelo (11) 2965 9435.

Efeitos Colaterais:
Fome. Não tive problemas por ser fritura, mas comeria outra se não demorasse tanto pra ficar pronta.
Avaliação:

domingo, 16 de setembro de 2012

Lick it up!


Já levaram uma lambida de boi? Pois é, nem eu. Mas, agora, posso dizer que já comi uma! Quer dizer, pedaços dela. Eu e o João fomos ao restaurante Planeta's (grande apoiador de várias peças teatrais em cartaz em São Paulo), nos cafundós da Rua Augusta (aliás, altamente recomendado!). Eu estava apreensiva, não posso negar. Mas, dado o fato de que eu gosto de fígado e outras coisas duvidosas, resolvi que tinha que experimentar.

O prato iinclui língua ao molho madeira com ervilhas, arroz e purê de batatas. O prato chegou na mesa. E se parecia muito com lagarto fatiado. Sabe aquele da "carne louca" dos lanchinhos de aniversário da década de 90? (Se você não sabe do que eu estou falando, ou está ficando velho ou é fã do Justin Bieber... ) Até aí eram só aparências. O garçom colocou a comida no prato. Dei a primeira garfada. A carne se desmancha. À parte uns "nervinhos" no canto, do mesmo tipo que encontramos em alguns cortes de carne, o prato era bem saboroso. Indico para os que não tem medo. Se bem que não tem nada de assustador.

Não sei se será um prato que entrará para o meu "hall alimentar da fama", mas não será banido. Na próxima vez acho que vou pedir o fígado acebolado, mas se você tem vontade de experimentar, lá é um ótimo lugar!





O que: Linguão
Local: Restaurante Planeta´s - Rua Martinho Prado, 212
Preço: prato para duas pessoas famintas em torno de R$27,00
Atendimento: Simpático, com garçons gente fina. Mas, com o restaurante cheio eles ficam muito ocupados e o atendimento acaba demorando um pouco.
Efeitos Colaterais: Curiosidade matada.
Avaliação: 


quinta-feira, 1 de março de 2012

O Senhor dos Pastéis

Depois do famigerado Espeto Potter ali embaixo, chega outra saga épica de comida de rua. Novamente, se alguém souber onde fica essa pérola culinária, nos avise!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Pastel 24 Horas na capital do Brasil

O Fast Food de Pobre finalmente recebe uma resenha de outro estado. Hoje, nosso leitor e agora colaborador João Pedro Toti mandou uma resenha sobre um pastel 24 horas lá em Brasília, onde vive. Uma boa pedida para quem tem aquelas incríveis laricas da madrugada e não aguenta mais pizza. Bem que aqui em SP podia ter um desses, não?

---
Pastel 24 horas Brasiliense,
por Toti (@toticore)

Sou o Toti, de Brasília. Quando me interessei em enviar artigos para o blog, com o qual me identifiquei muito, pensei logo em qual seria o primeiro. Até que consegui descer na rodoviária para saborear uma comida típica de Brasília: o pastel da Viçosa. Existe há mais de 40 anos, ali na rodoviária, ponto de encontro entre as Asas Norte e Sul, centro de Brasília, há poucos metros (talvez alguns poucos quilômetros) do Palácio do Planalto e suas Câmaras, dos deputados e senadores.

O local funciona 24 horas, e serve poucas opções de sabores (queijo, frango, carne e calabresa). Além disso, caldo de cana, uns dois sabores de suco, café, pão de queijo e X-Tudo. Dessa vez, minha opção foi o conjunto clássico pastel com caldo de cana, por R$ 2,50, com pastel no sabor carne.



Durante o dia o local é muito corrido, a todo minuto é pastel saindo, gente chegando e indo, então o atendimento é direto e rápido: pagou no caixa, recebe uma ficha, entregou ao atendente ele já te serve com caldo de cana e busca o seu pastel em alguns segundos. Um ponto negativo são alguns pombos por perto e muitos mendigos do lado do caixa pedindo uma moeda.

O recheio é caprichado, e a massa não é aquela mais seca do mundo, mas é até sequinha (a melhor opção é na madrugada, quando eles vendem menos pasteis, então a qualidade fica ainda melhor), o recheio é bem servido, nada de pastel de vento. Uma boa pedida (e barata) para quando aquela fome bater, seja pouco antes de ir embora ou voltando de algum show no meio da madrugada.

Uma das outras opções é pedir o trio, sendo dois pasteis e um caldo de cana de 300 ml por R$ 3,50. O lugar em volta não é dos mais limpos, mas vale a pena fazer seu pedido.

O que: Pastel Viçosa
Local: Rodoviária do Plano Piloto, plataforma térrea leste - lojas 32 e 33 (embora nem
sabia que lá tinha número, fica próximo a entrada/saída do metrô).
Preço: R$ 2,50 um pastel com caldo de cana e R$ 3,50 o trio (dois pasteis e um caldo de cana)
Atendimento: Simples e direto, nada a reclamar, mas também sem carisma demais.
Efeitos Colaterais: até hoje nenhum, embora quase sempre dá um certo receio antes de consumir o produto.
Avaliação:

segunda-feira, 4 de julho de 2011

McTrash

Imagine-se na seguinte situação: Você está num país desconhecido. Você está com fome. Você não tem um puto no bolso. Complicado ahn? Pois é... Sempre me lembro da uma propaganda de curso de inglês em que o cara pedia "hamburger" na lanchonete mas não conseguia entender o que a atendente dizia e só repetia "hamburger". Acho que a sensação deve ser parecida... Ou pior se você está sem grana.

Um amigo do trabalho (que será tratado aqui como "teachero") contando sobre um intercâmbio que fez em Israel contou a forma interessante de como se virava nesses momentos de fome+falta de grana num país estrangeiro. Pedi por muito tempo que ele escrevesse essa história para ser publicada aqui no Fast Food de Pobre, e finalmente temos seu relato sobre o que ele apelidou de "McTrash".

"Eu trabalhava com a Dri até hoje, e contando sobre meu intercâmbio ela pediu para eu escrever sobre uma história que ela achou legal aqui para o blog.

Intercâmbio pode não parecer uma experiência de pobre. Mas considerando que eu fui para esse intercâmbio em 2003, com o dólar a R$2,30 e pagando o programa com subsídio, da pra ter idéia de que não foi barato. Por isso, para passar 11 meses em Israel, mesmo tendo todas as refeições, casa e roupa lavada, ainda precisaria de algum dinheiro para coisas importantes (como vodka e narguila) e tudo que tinha eram U$500,00, ou seja, menos de 50 dólares por mês. (Não dá pra nada!)

Fato é que não dava para pensar em comer fora, nem mesmo num McDonalds. Então, para matar a vontade de um hamburguer com batata frita, nós fazíamos o tal "McTrash" que, segundo o dicionário, é a técnica de comer o lanche que outras pessoas não terminaram de comer e vão jogar fora.

Várias vezes nós pedíamos para quem estava levantando da mesa o que sobrou e comíamos sem problema, e outras vezes a gente simplesmente pegava sem pedir.

Mas a melhor história aconteceu em Tel Aviv, quando fomos passar um fim de semana livre lá. Sem dinheiro nenhum e com mais 6 amigos. Quando a fome bateu fomos para um shopping e fizemos McTrash, até que uma senhora percebeu e veio falar com a gente. Nessa época a Argentina estava em grande crise econômica e muitos argentinos estavam indo morar em Israel. Então, para deixar a senhora comovida, a gente falou que era argentino e ela, com dó, acabou pagando um lanche para todos.

Essa é uma experiência inesquecíve e quem tiver possibilidade faça, porque é engraçadíssimo!"

Teachero, 27 anos


segunda-feira, 23 de maio de 2011

Espírito de Porco na marmita

Sábado é um dia muito feliz. Você acorda tarde, às vezes de ressaca da sexta-feira, e normalmente com fome. Num desses sábados, não tínhamos ideia do que almoçar, já que estamos nos mudando e ainda não temos como cozinhar nada mais substancioso do que um miojo.

E qual é o prato sabadino mais famoso do Brasil? Sim, depois de muito bater perna por aqui, encontramos um lugar que dizia ter a "melhor feijoada da região". O preço? R$ 20 a pequena e R$ 40 reais a grande. "A pequena serve duas pessoas?" "Não". Então, estávamos de volta à procura por comida. E agora, com vontade de feijoada.



Descendo um pouco pelo bairro, encontramos um botequinho modesto com um plaquinha tentadora: "R$ 9 - Marmitex". O cheiro era bom, e fizemos uma bela marmitona de feijoada para duas pessoas com fome.

O lugar ganha pontos logo no início por oferecer marmitex de isopor, e não de metal (dá pra comer no marmitex sem rasgar, economizando a louça). Esse tipo de embalagem também evita que o prato torne-se irreconhecível depois de acondicionado.

O mais importante de tudo é que foi possível encontrar feijão, além das melecas (pé, orelha, rabo) da feijoada. Nada contra quem gosta, mas não faz muito o nosso tipo. O arroz não tem muito segredo: temperadinho na medida certa. A couve poderia ter um pouquinho mais de alho, mas nada que estragasse o prato. A farofa é daquelas compradas prontas, e o feijão conservava o gostinho de feijoada, com aquele fundinho de espírito de porco, sabe? Ah, sem esquecer da bananinha à milanesa, que deu um toque de baragadjah para o prato.

Foi uma refeição barata, gostosa, e suficiente para duas pessoas com fome. Ainda não experimentamos a "melhor feijoada da região", mas esta nos deixou satisfeitos, e, invariavelmente, com um puta sono.

O que: Feijoada
Onde: Rua Almirante Marquês de Leão, altura do número 650.
Preço: R$ 9,00 (Marmitex) R$ 11,00 (Para comer lá, à vontade!)
Atendimento: Rápido e indolor.
Efeitos Colaterais: Os de qualquer feijoada: sono. Um tanto quanto indesejável, se você vai trabalhar naquele dia.
Avaliação:

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Comemos um lanche de 3 quilos na Mtv!

Pois é, a gente se superou na bagaceirice. A convite da Mtv (e bancados por eles, é claro), comemos um famigerado lanche de nada mais, nada menos do que três quilos. O monstro se chama Ultra X-Tudão e ele realmente tem tudo que você pode imaginar. Ideia do pessoal do Santa Coxinha.



Nossa viagem gastronômica e gastrointestinal vai ao ar amanhã, no programa PC na TV, apresentado pelo queridinho da web mais vesgo do planeta, PC Siqueira.



Foi inacreditável. Assistam amanhã, às 23h, ou nas reprises, sábado, às 0h30 e terça, às 17h30! Ah, uma coisa: o lanche parece menor na TV. SÉRIO!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Prato Feito gigante e grupal

Na semana passada, aconteceu uma excursão grupal (sem duplo sentido!) para um restaurante que fica na esquina das Ruas Artur de Azevedo e Bianchi Bertoldi, próximo à Avenida Brigadeiro Faria Lima. A horda era constituída por mim, Barone, Raphael Fernandes, Pedro Araújo, Jaum Godoy, Allan Passador e Breno.

Resolvemos ir lá pois segundo o mestre Raphael Fernandes, "por R$ 10 você come uma refeição inteira". Pô, com essa premissa, era difícil negar a experiência.

Chegando lá, a maioria não quis tirar o escorpião do bolso e pediu o popular PF (ou prato especial, ou seja lá como resolveram chamar a bagaça), que custa exatamente R$ 10. O Raphael quis dar uma de burguês e escolheu uma alcatra "especial" (R$ 15), ou seja, com o bife mais grosso (ele disse que curte bem grosso). E o Jaum não quis ser igual a todos e pediu uma lasanha (R$ 15).


Primeiro, chegam à mesa os pãezinhos com vinagrete e farofa que encheram a barba do Barone de detritos. Depois que a cestinha de pão se esvaziou e o garçom trouxe um repeteco, eis que chegaram nossos PFs: o Rapha estava certo. Cada prato daquele alimentaria o Conan depois de um regime.

Pedi alcatra normal e veio uma à milanesa. Falei pro garçom deixar pra lá e comecei a comer o prato errado... Minutos depois, ele trouxe o acompanhamento certo... e eu fiquei com os dois! Mais comida ainda!



No fim, todo mundo comeu até não poder mais e juntando os restos de cada prato, dava para alimentar mais um gorila. A única reclamação ouvida na mesa foi a ausência de um molhinho de alho para azeitar a refeição e trazer um hálito mais agradável para o retorno ao trabalho...


O que: Prato Feito (ou especial, ou sei lá. Um pratão!)
Onde: Sinceramente, não anotei o nome do restaurante. Mas fica na esquina das Ruas Artur de Azevedo e Bianchi Bertoldi, próximo à Avenida Brigadeiro Faria Lima.
Preço: R$ 10,00 (Prato normal) R$ 15,00 (Pratos especiais)
Atendimento: Bacana! O cara errou o acompanhamento, trouxe o certo em seguida e deixou os dois na mesa! Isso não é nada comum...
Efeitos Colaterais: Você fica bem cheio depois de se empanturrar... mas isso é bom, certo?
Avaliação:

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Nostalgia: Beijing Burger - Made In China

Queridos visitantes! O post abaixo foi escrito no dia 26 de julho de 2008 e é o embrião do que um dia viria a se chamar Fast Food de Pobre. Espero que gostem dessa raridade que cavamos lá do fundo do baú! Era o lançamento do lanche especial do McDonald's chamado Beijing Burger.

-----------------------------------------------------




Como diz o meu grande amigo Peruíbe: é tudo uma grande ação de marketing. O McDonald's lançou o tal Beijing Burger (porque não PEQUIM?) e eu e minha namorilda Dri fomos ver qual é a do lanche.

Pra começar, o negócio (da China?) é umas três vezes menor (da China?) do que o comercial diz. Até aí, todos os outros lanches são, então a gente meio que já esperava. Mas... digamos que é um McChicken com hambúrguer de carne. O site diz: "Sanduíche de hambúrguer de carne 100% bovina, molho oriental com gostinho de gengibre, chop suey e alface no pão Beijing".

Bom, vamos dissertar sobre cada parte. O tal molho oriental é maionese, sem gosto de gengibre nenhum. O chop suey! (DOWN, System of; 2001) nada mais é do que um pouco de alface e dois ou três brotos (legais) de feijão. Já o pão Beijing... não difere em nada dos pães normais, exceto por ele... hm... ser Beijing. Ah, e o gergelim ser preto! UAAAAAAAAU!

Lógico que a gente pediu tudo que tinha direito: já que pra fazer crítica gastronômica amadora, quisemos fazer o negócio completo! Primeiramente, temos os sticks de arroz com vegetais, pra substituir as populares batatinhas de sete minutos (nesse tempo, elas amolecem e não sobem mais...da China?). Okay, esses até que eram gostosinhos. Nada mais do que nuggets de vegetais, aqueles de mercado mesmo. E a crocância que eles prometem passou longe. O molho agridoce que dá o toque final: ketchup com açúcar. Nham! Diliça!

Finalmente, algo gostoso de verdade: a tal Fanta Mundo China. Tem mesmo o gosto de laranja e melão, que combinam, dá tudo certo, e fica gostosinho. Interessante. "Refrescantheeee..." (REIS, Leonardo; 2007)

Hora da sobremesa. Aliás, sobremesa Imperial. Consiste em um pouco (bem pouco) de sorvete de baunilha, banana caramelada e dois canudinhos de biscoito (Yeah, isso sim faz valerem os cinco reais!). É gostosinho, mas... a banana é pequena (desculpem-nos os orientais) e ela é o único fator que faz a sobremesa diferir de uma casquinha de baunilha convencional.

Enfim, não matou nossa fome, e tivemos que pedir mais um lanche pra cada um. E até a garçonete do McDonald's concordou que preferia os lanches de sempre. Se até os empregados do Ronald concordam, quem somos nós pra discordarmos?

Como a Dri definiu bem: "Comer no McDonald's é que nem comer puta. È caro, você sabe que não deveria fazer isso, mas come mesmo assim, e se sente mal depois."

(da China?)

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Diário do Pão com Manteiga na Chapa

Um quase pseudo Super Size Me de pão com manteiga na chapa, a iguaria que até o mais inexperiente chapeiro de boteco sabe fazer. Ou será que não? Acompanhem a colaboração de Elisa Mafra, vulgo Mafrinha, dona do tumblr Fuck Yeah Cabelo Vermelho em sua jornada em busca do pão com manteiga na chapa perfeito:

"Perto da agencia onde eu trabalho, existem inúmeras padarias e botecos que servem o clássico pãozinho frito. Como já comia por esporte, resolvi contribuir aqui pro Fast Food de Pobre e falar à respeito.





Elisa "Mafrinha" Mafra ou @elimafra

Local: McDonald's - Av. Henrique Schaumann, 80/124
Ok, não é nem padoca nem boteco, mas serve pão na chapa, e tem milhares de lojas e em todas elas a comida tem o mesmo gosto.
Tem uma cara bem bonita, o pão não é esmagado na chapa, então fica fofinho. O tostado é perfeito, é até uniforme em todo o pão, o que me assusta um pouco, não ficou queimado nem mal frito. Agora o sabor: borrachudinho, é ruim de dar a mordida inicial. Bem sem sal, e pouco engordurado, mas tem aquele sabor de Mc, sabe? Pra quem é fã desse sabor do Tio Sam é uma boa pedida.
O problema maior é o preco: r$2,00. Vale mais a pena caçar uma padaria e pagar mais barato por algo mais true.

Local: CPL - Rua João Moura, 565
A padaria é velha conhecida da agencia, o pão na chapa é bem honesto, e BEM engordurado. De deixar o papel transparente. Bem tostado, com sal na medida, o pão é sempre novo, entao nada de borracha, nem de farelo. O preço é a mádia do mercado: R!1,50.

Local: Pão de ouro - Rua Teodoro Sampaio, 567
O pão na chapa também merece o título de pão de ouro mesmo. Um dos mais gostosos que experimentei. Confesso que estava com o pé atras, a padaria é bem limpa, bonita e cheirosa, achava que não seria muito saboroso, e que seria muito caro, por sorte me enganei. O gosto da manteiga é bem forte, mas um pouco sem sal, nada que não se resolva com um saleirinho! Esse foi um dos melhores custo beneficio: saboroso por R$1,30!

Local: Sensação - Rua Teodoro Sampaio, 1861
Uma padaria lindinha na Teodoro Sampaio, no mesmo estilo da Pão de Ouro. Pensei que poderia ser surpreendida novamente, mas não. Fiquei muito frustrada. Pedi a dupla clássica das manhãs de padaias: Pão na chapa e pingado. Foi a minha salvação aquele leitinho quente, por que o pão estava horroroso. Foi mal frito, mas tão mal frito, que o pão chegou com uma poça de manteiga semi derretida na minha mão. Muito engordurado, mas não a gordurinha feliz dos outros que provei, uma gordura meio nojenta mesmo.
Foi o pior que comi, tão ruim que não consegui acabar o bichinho. Custava R$1,50.



Local: Padaria da Teodoro Sem Nome - de frente pra Praça Benedito Calixto
Procurei o nome da padaria/boteco e não encontrei, já começa bem aí! Ela fica na Teodoro Sampaio, de frente pra Praça Benedito Calixto... Pela falta de nome eu deveria ignorar e não falar sobre ela, mas foi o pior pão na chapa que comi até hoje, então acho que vocês merecem saber! O pão usado é velho, então esfarela que é uma beleza enquanto a gente come, fora o que é seco. Além disso, não foi bem tostado, a manteiga ficou mole, mas sem dar aquela queimadinha esperta. Bem engordurado. Mesmo pelo módico R$1,00 que custa, não vale a pena.

Local: Lanchonete Cantinho da Cerveja - Rua Teodoro Sampaio, 1303
Comi lá duas vezes: Uma por conta própria e outra nessa minha incursão pro Fast Food de Pobre. A primeira vez foi amor, e já conto por que. Na segunda fiquei um pouco frustrada por causa do pão, que estava velho e farelento, mas o sabor.. Ah, o sabor era o mesmo!
Mas o que tem de mais no sabor desse pão, você pergunta. Eu digo: É o pão na chapa com mais gosto de chapa. Aquela explosão de sabores de Bife, ovo, bacon, tudo. O pão era bem engorduradinho, desses de deixar o saquinho transparente. Pelo seu módico R$1,00 vale muito à pena!

Até fazer este pequeno estudo, acreditava ser impossível estragar um pão na chapa. Não só descobri que isso é possível, como ele pode ficar ruim de variadas formas!"

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Quando a noite termina em pastel

O recém-paulistano e grande amigo Pedro Couto, do blog Pangeia, está bem alinhado com o ideal do Fast Food de Pobre: desbravar os guetos e bibocas procurando por quitutes e acepipes baratos, gostosos e que não deem aquele revertério intestinal monstruoso. E em suas caminhadas pela Terra da Garoa, encontrou um pastel em um lugar inusitado. Sigam o relato!

'Eis que me encontro em plena Av. Paulista, às 19h30 de uma segunda-feira, bisbilhotando a seção de promoção de uma loja de CDs (sempre encontro coisas boas e baratas, obviamente). Tinha acabado de sair do trabalho e me dei conta que perambulava pela avenida atrás de comida. À alguns metros à frente, após um típico boteco paulista, avisto algo diferente: uma barraca de pastel dentro de algo que provavelmente fora um boteco. Sim, era uma barraca dentro de um boteco. Pensei que ali deveria ter algo interessante. Assim como na astronomia tem-se o astrônomo, na gastronomia, deve-se existir o gastrônomo. Se gastronomia é ciência, nós somos a cobaia. Foi com esse ideal que imergi no ambiente.

O local faz jus à sua intenção. É como tivéssemos uma tradicional barraca de pastel incrustada na moderna e movimentada Av. Paulista. Vemos em cima da bancada de metal potes com vinagrete e bisnagas de molhos diversos. A comunicação ao “pasteleiro” é feita do método mais funcional e barato: o grito.
Além dos sabores costumeiros, como carne, queijo, palmito e frango com catupiry (e vários outros), todos com o preço de R$2,50, a “Pastel de feira” (acho que é o nome do lugar) tem opções de pastéis “especiais”: frango ou carne - com queijo, ovo e tomate. O preço é o dobro do pastel comum (5 pila, pra quem é ruim de matemática).

Como estava em serviço (afinal já avistei escrever para este blog), fui direto no carro-chefe da casa. Para abrir o apetite (ou soltar o intestino), pedi também um caldo-de-cana.O Especial de carne é um pastel robusto, imponente. Como as veias saltadas de um alterofilista, é possível avistar a silhueta do ovo e do tomate, além de supor a diagramação dos outros ingredientes. A massa é crocante e não vem encharcada de óleo. O gosto mantém a tradição de feira.

Para quem mora/trabalha na região, é possível pedir para entrega. Eles não cobram taxa em pedidos acima de 3 pastéis. Fica de sugestão para quem tiver na região da Paulista, não quiser gastar muito e reviver as barracas de feira, muito frequentada no pós-noitada, quando você se escora na banca, erra o vinagrete no pastel e só pensa em se tele-transportar para sua cama.'

O que: Pastel Especial de carne
Local: “Pastel de Feira” - Av. Paulista, 675
Preço: Pastel Especial - R$5,00 / Caldo-de-cana pequeno (200ml) - R$2,00
Atendimento: Pouco papo. Peça, ouça o grito do seu pedido (e de outros) e é isso.
Efeitos colaterais: Nenhum. Apesar da mistura prever um dilúvio, nada ocorreu.
Avaliação:

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Dogão humildão do Belém

Acho que todo mundo está mais do que acostumado a ver por aqui as resenhas clássicas de hot dog com trezentas coisas em cima, que vão desde purê até salada de repolho (chucrute!). Pois bem, mas hoje vou falar do dogão mais TRU que vocês podem encontrar. Este que lembra aqueles hot dogs americanos só com aquele fio de mostarda serpenteando e nada mais. Existem alguns terminais de ônibus que são verdadeiros paraísos do Fast Food de Pobre, com comida barata, às vezes gostosa, mas sempre de procedência duvidosa. De cabeça posso citar o Terminal Bandeira (perto do metrô Anhangabaú), o Terminal Santana, o Terminal Carrão, Terminal Tatuapé, e o nosso astro de hoje, o Terminal Belém!

Saindo do metrô Belém, virando à esquerda da catraca e descendo as escadas, você já sentirá um cheirão de pão de queijo (aroma que fica entre o chulé e o gorfo). Na fachada, lerá Vitta Pane. Você chegou!


O hot dog custa $ 1,50 e consiste apenas de pão, 2 salsichas e uma lambiscada de maionese. No balcão tem um baldão de catchup e outro de mostarda, para complementar o lanche. E é aquele catchup fodão de rua, que é mais doce e mais aguado que o normal. Falando sério, eu gosto! E mesmo o esse hot dog sendo pequenino e sem adereços, vale a pena quando aquela fome bater e você tiver menos de 2 reais no bolso. Vale a pena comprar um refrigerante Dolly para acompanhar, por apenas 1 real! Seu estômago agradecerá o agrado... ou não. Mas é muito bão pra matar a fome pós-balada, especialmente se você estiver bêbado. Se você bebeu muito, dá pra comer 2 sem pensar!



O que:
Hot dog simprão

Local:
Vitta Pane - Terminal Belém, Estação Belém do Metrô

Preço:
Hot Dog - R$5,00 / Dolly - R$1,00

Atendimento: Rapidinho, porém atencioso.
Efeitos colaterais: Nenhum até o momento. O medo é maior do que o efeito propriamente dito. Pode meter o dente sem medo!
Avaliação:

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Pernil do Estadão no fígado de São Paulo

Se existe um lanchão tradicional do fast food paulistano, é o lanchão de pernil. Particularmente, o mega-lanchão do Estadão é um dos melhores e mais populares dessa cidadezona cinza. O Estadão é pioneiro no atendimento 24 horas em São Paulo, o que torna sua clientela deveras interessante: lá tem desde famílias completas, travestis, bêbados pós-baladas, pessoas bebendo pré-balada, pessoas que estão na balada, taxistas, esquisitões, policiais, jornalistas... enfim, todo tipo de forma de vida da madrugada paulistana.



O Estadão foi inaugurado em 1968 e o nome é uma referência ao jornal O Estado de S. Paulo, que na década de 1960, funcionava num edifício vizinho ao bar/restaurante/boteco.

Depois de muitas visitas e experimentações do lanche perniloso, voltamos lá acompanhados pelo recém-paulistano Pedro Couto, do blog Pangéia, com o intuito de fazer um post para esse pobre mas limpinho blog. Assim, teríamos uma terceira opinião de alguém que desconhece o quitute. Convenhamos que o lanche já foi mais barato, mas continua bão e vale a pena.

O lanche tradicional tem pernil, um molho especial com cebola e pimentão, e mais alguns ingredientes especiais no pão francês. Segundo o proprietário, são vendidos por volta de 48 pernis inteiros todo dia. Haja porco! Um delicioso pesadelo para os vegetarianos!


Pedimos três lanches tradicionais e três cervejotas para acompanhar. A Dri disse que acha que o lanche é melhor apreciado sem a cerveja, que fica melhor pra depois. Concordo com ela, comer bebendo cerveja não é pra mim... mas se você gosta, vai fundo!

O Pedro não falou muito, basicamente devorou o lanche em 10 segundos, o que entendemos como um elogio. E por falar em elogios, a pimentinha do lugar, pra quem curte, vai muito bem. Meu lanche meio que se despedaçou e deixou todas as cebolas características caírem, mas isso não aconteceu com o lanche da Dri nem do Pedro. Aliás, ele me encheu bem o saco por eu não ter comido as cebolas caídas no prato.

Enfim, vale muito a pena comer um pernilzão no Estadão na calada da madrugada, onde todos os gatos são pretos e o lanche é farto.

O que: Lanche de Pernil
Local:
Estadão Bar e Lanches - Viaduto 9 de Julho, 193
Preço: Lanche de pernil tradicional - R$ 9,00
Atendimento:
Muita simpatia, mesmo com o bar mais lotado que puteiro open bar.
Efeitos Colaterais:
Nenhum. Muita felicidade e experiências antropológicas.
Avaliação:

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Pizza três em um

Que pizza é basicamente sinônimo de "tô com preguiça de cozinhar e ainda por cima sem grana" já é fato. Mas acontece que às vezes a gente cansa da meia mussarela meia calabresa, que são geralmente as mais baratas. (Geralmente aparecem como "Promoção 1" na capa do papelzinho da pizzaria, junto com a de atum, a portuguesa e variantes entre diferentes pizzarias)

E foi numa dessas noites perdidas em que o João insistiu em me esperar chegar da faculdade, mesmo perdendo o ônibus e indo parar nem sei onde, quase perdi o ônibus na volta pra poder chegar, mas, é claro, consegui (senão não estaria escrevendo não é mesmo?). Chegando nos deparamos com a cruel verdade: Não tem nada na geladeira, o que vamos comer? Ah! E também não temos um puto. (Leia-se: "Não temos dinheiro")

Solução: pizza delivery. Agora faltava achar um que atendesse aqui no fim do mundo onde estamos morando e, ainda aceitasse cartão de débito. Muito folhetinhos depois, encontramos a Pizzaria Berlim.


Indecisos que somos, depois de muito olhar as opções do folhetinho resolvemos ser rebeldes: Meia Strogonoff Meia Hot Dog. Quase uma suruba gastronômica! Levando em conta que uma pizza dá para um almoço e um jantar pra dois (pelo menos é assim aqui em casa) teríamos além de uma pizza, um lanche E uma refeição. Sendo que pagamos R$18,00, vejamos quanto saiu o "enche bucho" por cabeça. Almoço e jantar: R$9,00 cada. Para duas pessoas: R$4,50. Quer mais? (Momento para sentir orgulho pela façanha.)

Quando a pizza/lanche/refeição chegou, ao abrir a caixa deu um medinho de ser massa de pizza com batata palha por cima. Mas, aos poucos, fomos nos deparando com o que havia entre os dois. A pizza de strogonoff não traz lá o prato à moda da minha sogrinha querida (juro que não estou puxando o saco, é bão mesmo), mas dadas as devidas proporções, tava bem gostosinho. A pizza de hot dog não deixava a desejar quando comparada aos hot dogs de rua espalhados pela cidade (mais uma vez, não comparável ao imbatível Dogão da USP, mas vamos lá, era uma pizza!).

Conclusão: continuo achando que somos gênios por reunir pizza+lanche+refeição. Recomendo a experiência!



O que: Pizza Meia Strogonoff Meia Hot Dog
Local:
Pizzaria Berlim Delivery - Vila Sabrina - São Paulo (tel: 2989-9277)
Preço: R$18,00 (Veja as contas acima!)
Atendimento: Padrão de delivery, pediram pra repetir o nome da rua, ninguém disse que me amava, mas o pedido chegou certo.
Efeitos colaterais:
Estou me sentindo um gênio!
Avaliação:

sábado, 4 de dezembro de 2010

Shopping de rico, bolso de pobre

Aqui perto do trabalho não existe muita opção de comida na hora do almoço: ou você vai até os shoppings mais próximos (Villa Lobos e Eldorado), ou vai no posto de gasolina ao lado (caro por demais), ou tenta trazer uma marmita e desvendar onde diabos existe um microondas nesse lugar. Eu ainda não descobri, então por enquanto o shopping está sendo a única opção viável.



Se você já visitou o Shopping Villa Lobos, sabe que o lugar é indiscutivelmente um shopping de burguês. É só mulher de vestido longo e jóias da Vivara e homem de terno, gravata, anéis de ouro e notas de 100 caindo pelos bolsos. E no meio disso tudo, eu, com a conta negativa no banco e morrendo de fome. Depois de quase um mês procurando o jeito de gastar menos entre Divinos Fogões (bom, mas caro) e Kappa Sushis (caro e não vale um rodízio), descobri a salvação. E o nome disso é Tutuzinho.


O tal "Tutuzinho" do Griletto é um semi-Virado à Paulista. Tem arroz, tutu, couve, um ovo e uma bisteca de porco. A porção, dependendo do dia é servidona, equivale a um PF (ah, saudades de um PF) bacanudo. Dica: roube um molho Italian que eles normalmente dão de brinde nos outros pratos. Eu acho que dá aquele toque especial! A graça é que esse prato foge dos preços astronômicos do shopping (normalmente acima de R$ 15) e custa só R$ 9,90! Ah, nem procure no cardápio: peça de uma vez. É um prato meio "secreto" e não consta no cardápio do Griletto! Easter egg gastronômico!

O que: Tutuzinho
Local: Griletto - Av. das Nações Unidas, 4.777 - São Paulo
Preço: Tutuzinho - R$ 9,90 Refrigerante 500 ml - R$ 3,60
Atendimento: O comum de um restaurante de shopping. Rápido e eles te dão aquela senha aleatória.
Efeitos Colaterais: Nenhum. Barriga cheia é efeito colateral?
Avaliação:

sábado, 23 de outubro de 2010

Mercado de rico, precinho sustentável

Como boa apreciadora dá máxima de que "Se eu não tô pagando, é de graça!", desde que comecei a ganhar Vale Alimentação do trabalho busco usá-lo para "não pagar" pela comida. (Vou fingir que as horas de trabalho e o suor no rosto não contam. Isso eu finjo que é só para enriquecer a alma e dignificar o homem.)

Por tratar-se de um Vale ALIMENTAÇÃO e não REFEIÇÃO, ele é aceito somente em locais como açougues, sacolões e supermercados, mas não é aceito em lanchonetes e restaurantes. E dado o fato de que eu trabalho numa região pouco favorável à economia gastronômica, o supermercado mais próximo é, claro, um Pão de Açucar. Porém, descobri que mesmo tratando-se de um supermercado de burguês, eles vendem comidas prontas por um preço, digamos, acessível. Assim, juntando a fome com a vontade de comer, ou melhor, o vale alimentação com a necessidade de almoçar, passei a utilizar essa alternativa.

Os diversos pratos são vendidos separadamente por kilo, com preços diferentes (cada prato tem um preço) e até que há uma grande diversidade. Desde o arroz branco ao salmão ao molho de alcaparras, passando por lanches prontos e até mesmo salgados que vão da boa e velha coxinha à esfiha de vegetais com massa integral (essa é pra quem realmente ama sua flora e fauna intestinal). E tenho que dizer que tudo com uma cara boa. Pelo menos aos olhos do meu estômago.

E hoje realmente me senti uma pessoa chique, digna de "slow food of the rich" (Que trocadilho horroroso!!!). O cardápio foi arroz com passas e amêndoas e filet mignon recheado com queijo brie (nunca tinha comido isso na vida!) ao molho funghi. O que totalizou, junto com a Coca Zero de 600ml. por volta de 11 reais!!! E, melhor ainda, que saíram daquele cartãozinho de Vale Refeição e não da minha conta no banco!

A comida é esquentada no microondas e há mesinhas (Poucas! Hoje precisei comer em pé no balcão por uns 15 minutos.) para que as pessoas comam lá, além da opção de levar para viagem.
Tudo bem que um P.F. teria custado menos e provavelmente seria mais bem servido. Mas... Como eu disse, devido ao milagre do Vale Alimentação, pra mim foi "de graça". E estava realmente muito bom! É claro que O tal do queijo brie oferece muito menos adrenalina que o "catupiry" do dogão de rua, mas está aprovado.

Sendo assim, se você também ganha Vale Alimentação pois seu emprego parte do princípio de que você tem tempo para ir ao mercado fazer compras, cozinhar e levar marmita, fica a dica. E se não é seu caso, vale a pena experimentar coisas pelas quais você pagaria muito mais por preços "pagáveis" para bolsos ocupados principalmente por papéis diversos e moedinhas de 5 centavos.

O que: Pratos variados.
Onde: Pão de Açucar - Praça Wendel Wilkie, 11 - São Paulo, SP
Preço: Pratos por kilo. (Você não acha que o preço do arroz branco vai ser o mesmo que o do salmão ao molho né?)
Atendimento: Um pouco lerdo, sendo que há apenas uma atendente e um microondas. Evite horários de muita movimentação.
Efeitos Colaterais: Novas sensações.
Avaliação:

quinta-feira, 25 de março de 2010

O velho e bom McGangBang

Não sei como não postei isso aqui ainda. É um sacrilégio, eu sei, mas estou aqui para me redimir. Já apareci até no jornal Todo Dia de Americana graças à esse pequeno videozinho. Nessa pequena peça cinematográfica (já publicada no Ouse Ser Idiota, meu blog pessoal) ensinarei vocês a fazerem o popular lanche McGangBang; Segundo o Urban Dictionary, ele consiste de um McChicken e um McDuplo. Nos EUA, temos também o Unprotected McGangBang, com o Spicy Chicken deles. Mas como nosso McDonald's não tem essas firulas, vai o tradicional, saboroso e nutritivo.



Na câmera, as usual, está a Dri, outra apreciadora dessa iguaria. Se você bebeu demais e está voltando para casa sem saber o que comer, passe em um McDonald's 24 horas e faça essa experiência. O McDuplo chegou a ser retirado do cardápio, mas pelas informações que eu tive está de volta para a felicidade geral da nação! Me corrijam se eu estiver errado...

P.s. - Se você não faz idéia do que significa Gang Bang, tire as crianças da sala e descubra.

terça-feira, 23 de março de 2010

O Cheddar volta a caber no bolso


Se você é grande consumidor de porcarias gastronômicas, há grandes chances de você comer pelo menos uma vez por mês no McDonald's. Não adianta mentir e querer pagar de cool e falar que o Mcdonald's é out, como muitos adoram fazer no Twitter. Tenho certeza absoluta que quando bate aquela fome bizarra e você está perto dos arcos dourados, não pensa duas vezes antes de engolir um nº 1 com Coca média.

Mas acontece que o McDonald's cada vez mais enfia a faca no coração de seus consumidores com seus preços gigantescos e lanches Querida Encolhi As Crianças. O Big Mac, por exemplo, hoje em dia tem o tamanho de um EconoCombo do Burger King, se não menor. O que o McDonald's faz? Os pequenos preços! De tempos em tempos, um dos lanches da casa fica por módicos R$ 5,00. E esse mês, depois de uma longa espera, temos de volta o Cheddar, um dos poucos motivos que ainda fazem a gente comer no McDonald's, por esse preço bacana pra quem tá com o saldo Sub-Zero.

O Cheddar foi diminuindo como todos os lanches do McDonald's, e hoje em dia tem o tamanho aproximadamente igual ao de uma moeda de 25 centavos. Mas o cheddar daquele lanche é incomparável. Deve ser cheio das químicas malucas, mas é muito bom... Vale a pena, pelo preço promocional. Mas enche só o buraco do dente.

O que: Cheddar McMelt
Local: Qualquer McDonald's do país
Preço: Na promoção, R$ 5,00
Atendimento: Depende do McDonald's que você vai. Em alguns, você vai ser tratado como lixo. Em outros, como um rei. Em outros, você comerá cuspe. Depende.
Efeitos Colaterais: Depende de seu estômago. Eu costumo virar uma bomba de gás lacrimogênio depois de um Cheddar. Coisa que não acontece com outros lanches dos Golden Arches, veja bem.
Avaliação:

segunda-feira, 8 de março de 2010

Shopping de rico, bolso de pobre

Aqui perto do trabalho não existe muita opção de comida na hora do almoço: ou você vai até os shoppings mais próximos (Villa Lobos e Eldorado), ou vai no posto de gasolina ao lado (caro por demais), ou tenta trazer uma marmita e desvendar onde diabos existe um microondas nesse lugar. Eu ainda não descobri, então por enquanto o shopping está sendo a única opção viável.

Se você já visitou o Shopping Villa Lobos, sabe que o lugar é indiscutivelmente um shopping de burguês. É só mulher de vestido longo e jóias da Vivara e homem de terno, gravata, anéis de ouro e notas de 100 caindo pelos bolsos. E no meio disso tudo, eu, com a conta negativa no banco e morrendo de fome. Depois de quase um mês procurando o jeito de gastar menos entre Divinos Fogões (bom, mas caro) e Kappa Sushis (caro e não vale um rodízio), descobri a salvação. E o nome disso é Tutuzinho.

O tal "Tutuzinho" do Griletto é um semi-Virado à Paulista. Tem arroz, tutu, couve, um ovo e uma bisteca de porco. A porção, dependendo do dia é servidona, equivale a um PF (ah, saudades de um PF) bacanudo. Dica: roube um molho Italian que eles normalmente dão de brinde nos outros pratos. Eu acho que dá aquele toque especial! A graça é que esse prato foge dos preços astronômicos do shopping (normalmente acima de R$ 15) e custa só R$ 9,90! Ah, nem procure no cardápio: peça de uma vez. É um prato meio "secreto" e não consta no cardápio do Griletto! Easter egg gastronômico!

O que: Tutuzinho
Local: Av. das Nações Unidas, 4.777 - São Paulo
Preço: Tutuzinho - R$ 9,90 Refrigerante 500 ml - R$ 3,60
Atendimento: O comum de um restaurante de shopping. Rápido e eles te dão aquela senha aleatória.
Efeitos Colaterais: Nenhum. Barriga cheia é efeito colateral?
Avaliação: