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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A fogazza mais lenta da Mooca

Sim, recebemos mais uma colaboração (finalmente!) neste blog que te ajuda a comer bem por pouco dinheiro e sem ir pro hospital em seguida! Desta vez, foi a leitora Sandra Peres que mandou seu relato sobre a fogazza do Seu Zé, na Mooca.

Quer colaborar também? Mande seu texto para FastFooddePobre@gmail.com!

Vamos ao post:

____________________________

Depois de tanto ouvir indicações dos amigos, no feriado resolvi experimentar a tal fogazza do seu Zé, era isso ou pizza, ou na pior das hipóteses comida de shopping. Estávamos todos com muita fome, passamos a tarde toda ocupados, os armários e geladeira da casa estavam vazios, não tinha nada mais que um café pra disfarçar a fome, nem pão com ovo ia rolar em casa.



Cheguei animada, fazia tempo que não comia uma fogazza e apesar de amar cozinhar, não gosto de fazer frituras em casa, por vários motivos, o primeiro é que em vez de uma porção você como no mínimo 3, o segundo é que o cheiro da fritura te acompanha por dias, e o terceiro e não menos importante é que você acaba se acostumando em fritar as comidas em casa e engorda mais do que deveria.

Fizemos o pedido, essa parte foi fácil, apesar de gostar de todos os recheios, fui no tradicional frango com requeijão, se nada der certo estou alimentada, filosofia de ex-nutricionista. Todas as fogazzas vem com queijo mussarela, tomate e orégano, isso é bom! O preço também agradou, foi justo. A informação que me passaram era de que apenas uma mataria minha fome, não sei se foi a demora pra receber o pedido, ou o fato de não ter pedido refrigerante, mas saí de lá com fome.

Só depois de reclamar algumas vezes da demora foi que me avisaram que é melhor ligar antes para fazer o pedido, depois começar a se arrumar pra sair de casa, dirigir sem pressa e ainda pedir uma cerveja assim que chegar pra aliviar a espera de mas uns 15 minutos. Sim, esperamos cerca de uma hora pra receber nosso pedido.



Geralmente uma fogazza mataria minha fome, mas não foi o caso, a porção é boa, a massa é sequinha,sem gosto de fermento, o recheio muito bem temperado e acompanha todo o salgado, só faltou ficar pronta antes. O local é bem simples, no alto da Mooca, a única distração é ficar vendo os carros passando enquanto se reclama da demora. Se não demorasse tanto teria pedido outra e meus amigos também.

Fica a dica para quem quiser experimentar, liguem antes da fome apertar, façam o pedido, inclusive se pretendem levar algumas para casa, se preparem para sair, vão sem pressa, e estejam dispostos a encarar a cervejinha. Vale a pena!

O que: Casa da Fogazza do Seu Zé
Local: Rua Alto Rio Novo, 137 Alto da Mooca - São Paulo
Preço: De R$ 6,00 a R$14,00 (especial)
Atendimento: Demorado, longa espera, recomenda se ligar e fazer o pedido antes de sair de casa pelo (11) 2965 9435.

Efeitos Colaterais:
Fome. Não tive problemas por ser fritura, mas comeria outra se não demorasse tanto pra ficar pronta.
Avaliação:

domingo, 16 de setembro de 2012

Lick it up!


Já levaram uma lambida de boi? Pois é, nem eu. Mas, agora, posso dizer que já comi uma! Quer dizer, pedaços dela. Eu e o João fomos ao restaurante Planeta's (grande apoiador de várias peças teatrais em cartaz em São Paulo), nos cafundós da Rua Augusta (aliás, altamente recomendado!). Eu estava apreensiva, não posso negar. Mas, dado o fato de que eu gosto de fígado e outras coisas duvidosas, resolvi que tinha que experimentar.

O prato iinclui língua ao molho madeira com ervilhas, arroz e purê de batatas. O prato chegou na mesa. E se parecia muito com lagarto fatiado. Sabe aquele da "carne louca" dos lanchinhos de aniversário da década de 90? (Se você não sabe do que eu estou falando, ou está ficando velho ou é fã do Justin Bieber... ) Até aí eram só aparências. O garçom colocou a comida no prato. Dei a primeira garfada. A carne se desmancha. À parte uns "nervinhos" no canto, do mesmo tipo que encontramos em alguns cortes de carne, o prato era bem saboroso. Indico para os que não tem medo. Se bem que não tem nada de assustador.

Não sei se será um prato que entrará para o meu "hall alimentar da fama", mas não será banido. Na próxima vez acho que vou pedir o fígado acebolado, mas se você tem vontade de experimentar, lá é um ótimo lugar!





O que: Linguão
Local: Restaurante Planeta´s - Rua Martinho Prado, 212
Preço: prato para duas pessoas famintas em torno de R$27,00
Atendimento: Simpático, com garçons gente fina. Mas, com o restaurante cheio eles ficam muito ocupados e o atendimento acaba demorando um pouco.
Efeitos Colaterais: Curiosidade matada.
Avaliação: 


terça-feira, 3 de julho de 2012

Dogão de Esquina


Chegou a hora de voltar. Faz tempo que não nos arriscamos e nos metemos a comer um belo hot dog roots, daqueles de vanzinha, sem o menor requinte ou diferencial. Pois bem, agora é hora de voltar às raízes. Primeiro, consegui finalmente encontrar uma carrocinha de cachorro quente aqui na V. Madalena/Perdizes. Tarefa difícil, já que aqui não é dos bairros mais Fast Food de Pobre da cidade.

Do lado do Terminal de Ônibus V. Madalena, colado com o metrô, fica a esquina em que uma minivan faz o clássico hot dog arte. Sem frescuras, malabarismos ou fogos, a vanzinha faz o seu trabalho de oferecer o mais clássico Fast Food de Pobre que existe.

Quando cheguei, tinham 3 pessoas na fila. Já pensei que ia demorar, mas eles me surpreenderam com um atendimento rápido e eficaz. Dona Elisabete me atendeu em um instante e o moço da chapa já preparou meu lanche. Escolhi o "Dogão", mesmo sem saber o que viria nele. Parecia ser o maior, então fui nessa.



O bacana é que você pode escolher seu lanche no pão francês. Descobri isso tarde demais, infelizmente. O meu veio no pão de hot dog, mesmo. O lanche vez com os horripilantes Cheddar e Catupiry genéricos, mas eles não chegam a estragar totalmente o negócio. O maior problema: não tem onde sentar. Como fica na calçada, não tem mesinhas, cadeirinhas ou nada do tipo. Comi em pé, e em menos de 10 minutos já tinha acabado com o lanche. O almoço mais rápido dos últimos tempos.


O que: Dogão "da Esquina"
Local: Esquina do Terminal V. Madalena, Av. Heitor Penteado
Preço: Dogão (o maior de todos) - R$ 6,00 Refrigerante - R$ 2,70
Atendimento: Rápido, simpático e atencioso!
Efeitos Colaterais: Até o momento, nada de mais. Achei que ia cair como uma bomba, mas até o momento está tudo tranquilo por aqui.
Avaliação: 



segunda-feira, 5 de março de 2012

Quando tudo falhar, Hot Pocket

Eu não tenho muita frescura com comida. Sendo minimamente gostoso e eu estando com fome, mando pra dentro sem problemas. Por isso, quando tô com preguiça, eu às vezes compro os populares Hot Pockets da Sadia pra enganar o estômago.

Não dá pra negar que não lembra em nada um lanche normal feito na hora. O de bacon, por exemplo, tem um bacon que não lembra nem de longe o gosto de um bacon que se preze. Mas dá pra engolir em nome do sedentarismo. O problema maior é o tamanho do lanche: os que parecem ser normais na embalagem têm o tamanho aproximado de uma moeda de um real. (Sim, é exagero, mas eles realmente acabam em três mordidas)

Esses dias aproveitei um tempinho livre e resolvi experimentar o último lançamento da linha Hot Pocket da Sadia: o Hot Pocket Extreme X-Burger. Pelo tamanho da caixa, ele deveria ter o tamanho de um Whopper do Burger King. Ah, sonho meu.

O lanche tem o tamanho de um... lanche normal. Pela lógica dos normais serem minúsculos, eu já devia esperar por isso. Bom, o lanche em si dizia ter um "molho especial", que nada mais é que um tipo de cheddar pastoso. Não posso dizer que o lanche é ruim, foi bem gostosinho. Ganha dos anteriores, especialmente daquele X-Bacon sem bacon nenhum.


Ou seja: vale a pena mandar ver no Hot Pocket quando não tiver mais opções. Mas, se você tiver como fazer seu próprio hamburguer ou mesmo comprar um feito na hora, não pense duas vezes!

Aliás, um adendo, já que estamos falando de Hot Pocket: onde foram parar aqueles maravilhosos Hot Pocket de rolinho? Aqueles sim, eram ótimos! Agora só vejo os lanches e as fatias de pizza (o cúmulo da preguiça!). Onde foram parar os rolinhos, hein, Sadia?



O que: Hot Pocket Extreme X-Burger
Local: Nos supermercados de todo país, eu acho.
Preço: Por volta de R$ 5,00 em um supermercado comum.
Atendimento: Depende muito de onde você comprar...
Efeitos Colaterais: Posso até dizer que fiquei com azia, mas não tenho como culpar o Hot Pocket, já que tomei uns 4 ou 5 cafés naquele dia.
Avaliação:

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Pastel 24 Horas na capital do Brasil

O Fast Food de Pobre finalmente recebe uma resenha de outro estado. Hoje, nosso leitor e agora colaborador João Pedro Toti mandou uma resenha sobre um pastel 24 horas lá em Brasília, onde vive. Uma boa pedida para quem tem aquelas incríveis laricas da madrugada e não aguenta mais pizza. Bem que aqui em SP podia ter um desses, não?

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Pastel 24 horas Brasiliense,
por Toti (@toticore)

Sou o Toti, de Brasília. Quando me interessei em enviar artigos para o blog, com o qual me identifiquei muito, pensei logo em qual seria o primeiro. Até que consegui descer na rodoviária para saborear uma comida típica de Brasília: o pastel da Viçosa. Existe há mais de 40 anos, ali na rodoviária, ponto de encontro entre as Asas Norte e Sul, centro de Brasília, há poucos metros (talvez alguns poucos quilômetros) do Palácio do Planalto e suas Câmaras, dos deputados e senadores.

O local funciona 24 horas, e serve poucas opções de sabores (queijo, frango, carne e calabresa). Além disso, caldo de cana, uns dois sabores de suco, café, pão de queijo e X-Tudo. Dessa vez, minha opção foi o conjunto clássico pastel com caldo de cana, por R$ 2,50, com pastel no sabor carne.



Durante o dia o local é muito corrido, a todo minuto é pastel saindo, gente chegando e indo, então o atendimento é direto e rápido: pagou no caixa, recebe uma ficha, entregou ao atendente ele já te serve com caldo de cana e busca o seu pastel em alguns segundos. Um ponto negativo são alguns pombos por perto e muitos mendigos do lado do caixa pedindo uma moeda.

O recheio é caprichado, e a massa não é aquela mais seca do mundo, mas é até sequinha (a melhor opção é na madrugada, quando eles vendem menos pasteis, então a qualidade fica ainda melhor), o recheio é bem servido, nada de pastel de vento. Uma boa pedida (e barata) para quando aquela fome bater, seja pouco antes de ir embora ou voltando de algum show no meio da madrugada.

Uma das outras opções é pedir o trio, sendo dois pasteis e um caldo de cana de 300 ml por R$ 3,50. O lugar em volta não é dos mais limpos, mas vale a pena fazer seu pedido.

O que: Pastel Viçosa
Local: Rodoviária do Plano Piloto, plataforma térrea leste - lojas 32 e 33 (embora nem
sabia que lá tinha número, fica próximo a entrada/saída do metrô).
Preço: R$ 2,50 um pastel com caldo de cana e R$ 3,50 o trio (dois pasteis e um caldo de cana)
Atendimento: Simples e direto, nada a reclamar, mas também sem carisma demais.
Efeitos Colaterais: até hoje nenhum, embora quase sempre dá um certo receio antes de consumir o produto.
Avaliação:

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Top 5 TV Food!

Eu e a Dri sempre fomos fanáticos por comida. Não só junk food ou mesmo fast food: comida em geral. Por isso, até na TV a gente sempre acha alguns programas relacionados à comida e nos divertimos muito. A Tv a cabo nos proporciona isso, já que aqui no Brasil, não temos muitos programas dedicados à comida e ao fanatismo culinário, fora alguns de receitas que, convenhamos, são todos muito parecidos. Mas quais programas são nossos programas culinários preferidos? Vamos ao nosso primeiríssimo Top 5 Food TV!

5) Larica Total (Canal Brasil)
Paulo Tiefenthaler interpreta Paulo de Oliveira, um sujeito solteiro e boêmio que vive sozinho e tem que se virar na cozinha. Apesar de parecer um programa de humor, o Larica Total dá boas dicas de cozinha para quando você está com aquela fome, seu um tostão no bolso e precisa encher a sua barriga. Hoje em dia o Paulo foi pra Mtv, onde está sem graça no RockGol.



4) Comidas Exóticas (Travel and Living Channel)
Andrew Zimmerm viaja pelo mundo comendo o que há de mais bizarro, grotesco, esquisito, nojento… normalmente quando assistimos esse programa ficamos com vontade de experimentar várias das esquisitices que o gordinho come. Um defeito do programa: ele sempre quer descrever os sabores que está sentindo, e isso fica bem irritante. Alguns dos adjetivos irritantes de Andrew: terroso, arenoso, sabor de lama, entre outros adjetivos esquisitos. Ah, ele já veio pro Rio de Janeiro.



3) Kitchen Nightmares (Fox Life)
O chef boca suja Gordon Ramsay visita restaurantes à beira do caos para tentar consertar a bagunça e levá-los de volta ao topo. Vale a pena assistir pela reviravolta que o negócio dá, além de dar a ideia de que Gordon Ramsay é mais do que um falador de “fucks”. No programa o cara parece até ter um bom coração. É o contrário de seu papel em Hell’s Kitchen…



2) Man vs. Food (Fox Life)
Adam Richman é nosso ídolo. Ele come as maiores porcarias do fast food Americano em quantidades mamutescas. Aliás, é cada restaurante e lanchonete que não dá pra acreditar. Sabe o esteriótipo do Americano gorducho? Bom, os lugares que ele visita justificam essa ideia. Além disso, Adam é muito divertido e realmente curte comer. Dá pra perceber que ele está adorando comer todo aquele monte de comida gordurosa.



1) Sem Reservas (Travel and Living Channel)
Anthony Bourdain é foda. Ele mistura o melhor de Adam Richman e Andrew Zimmerm, viajando pelo planeta e comendo de TUDO. Seja fast food, comida esquisita, comida regional, ele manda tudo pra dentro. É o mais “filosófico” dos programas de comida que assistimos, já que o cara divaga (sempre sabiamente) durante suas andanças pelo planeta. Ah, ele também já passou pelo Brasil!



Bônus) Heston’s Feast
Heston Blumenthal é um chef que trabalha com cozinha molecular. Neste programa, ele prepara banquetes para pessoas endinheiradas com ingredientes inusitados e inspirações estranhas. Ele já chegou a fazer sapos com chocolate, por exemplo. Infelizmente, sumiu do nada da programação do Fox Life, então fica aqui nossa homenagem.



Ia ser sensacional se existisse um canal SÓ com programas variados sobre comida, né? A gente não ia tirar de lá!

Ficaram de fora, mas valem a pena: Top Chef, Master Chef, Junior Master Chef, The Great Food Truck Race, Nigella, Que Marravilha!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Sakura vovó japoneusa né? 71 aninhos!


Aniversário de 71 anos da marca Sakura e nós aqui do FFDP ganhamos presente! Kit com diversos produtos numa sacolinha de tecido muito fofa. Desde de o original molho shoyu ao missoshiru instantâneo de diversos sabores. Esse é um dos meus preferidos. Rápido e prático, tem menos calorias (num tem jeito, eu como porcaria pra caramba mas tem hora que a gente tem que se segurar...) é uma variação interessante e menos calórica às sopas instantâneas que vemos por aí.
Valeu Sakura! Vou jantar... Tchau!

Sakura no Facebook - Clique aqui e curta!

domingo, 21 de agosto de 2011

"Leave the gun. Take the canolli."

Finalmente tivemos um tempinho pra visitar a festa da Achiropita, aqui no Bixiga. Depois da última apresentação da peça "Obsessão" no Espaço do Ator Gelson Tsonis fomos com alguns amigos corajosos enfrentar o frio desse domingo ao som de tarantela. (Apesar de estar tocando uma músiquinha que eu tenho certeza que era a da abertura de "Cadê a Zazá", lembra?)

Várias opções nas barraquinhas. Espaguete e outras massas, polenta, antepastos e outros pratos nem tão italianos como calabresa, churrasquinho etc. Até tentei me arriscar na fila dos antepastos mas desisti, simplesmente não andava. Acabamos optando pela tão famosa fogazza. A fila também enorme, mas deu pra esperar.

E a bichinha é mesmo grande. De deixar a nonna orgulhosa, sabe? (Imagine nesse momento uma senhorinha de cabelos brancos e bochechas vermelhas dizendo "Mangia che te fa bene!") Massa na medida certa pra sentir o gostinho sem ganhar do recheio. O recheio também estava bem servido, apesar de pingar a gordurinha do queijo pra fora toda vez que eu dava uma mordida na dita cuja.

Depois da fogazza fui atrás do que qualquer italiano ou fã de "O Poderoso Chefão" sabe o que é. Canolli!!! Quem não lembra de Clemenza dizendo "Leave the gun. Take the canolli."? As primeiras barracas de doces que vi eram dos tradicionais espetinhos de frutas cobertas de chocolate que se acha em qualquer festa de rua. Depois achei uma com doces diversos e, dentre eles, canolli!!! Mas... Para minha infelicidade, tinha acabado. =/ Tive que me contentar com um tal rolinho Paris. Algo como um canodinho de biscoito coberto com chocolate e recheio de chocolate. Não estava ruim, mas também nada extraordinário. E também trouxe pra casa um saquinho de crustoli, que é uma masinha frita com açucar. Delícia! Ia guardar pra amanhã... Mas acabei de detonar o saquinho todo.

A festa ainda acontece nos dois próximos fins de semana, dias 27 e 28 de agosto e 3 e 4 de setembro. Espero que eu consiga voltar pra experimentar os antepastos e finalmente o canolli!

O que: Fogazza
Onde: Festa da Achiropita (Rua 13 Maio - Bixiga)
Preço: R$5,00
Atendimento: Filas enormes! É preciso um pouco de paciência...
Efeitos Colaterais: Talvez meu colesterol tenha aumentado um pouco, mas depois eu recupero.
Avaliação:

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Ruffles mistura tudo e não manda tão bem

Povo! Voltamos. Desculpem a falta de atualizações, mil perdões a todos os visitantes desse humilde blog comideiro. Aguardem mais novidades!



Um dia desses resolvi experimentar as tais Ruffles com sabores esquisitos que estão rolando por aí. Afinal, esse é o intuito do blog: gastar pouco, experimentar e divulgar. Right? Então, na saída do trabalho, comprei uma Ruffles Strogonoff. (Ou Strogonuffles. Precisava desse apelidinho?)

O que dizer da tal Ruffles Strogonoff? Eu, como fã do prato esperava beeeeeeem mais. Mas se você tiver imaginação e fé, dá pra sentir um fundinho de gosto de strogonoff ali. Mas tem que se esforçar um pouco. E o sabor meio que parece com o da Ruffles churrasco velha de guerra. Ou seja: bonzinho, mas nada de novo.

Dias depois, dei de cara com a Ruffles Yakisoba (ou YakisOOOBBBAAAA. Ha-ha, so funny). Essa me surpreendeu: que negócio ruinzinho! Tem cheiro de yakisoba mesmo, mas o gosto... nem de longe lembra nada parecido. Nem o yakisujo da rua lembra. Decepcionante.

Depois dessas, mandei no Twitter a pergunta: devo me arriscar a experimentar o Honey Mustard (ou Honey Moonstard... blé)? Como 90% das respostas disseram que sim, pois esse era o melhor dos três, fui nessa. E não é que era verdade? Este sim é gostoso, lembra o molho e tem alguma diferença em relação ao que já foi lançado pela marca. Eu colocaria o molho honey mustard de verdade na batata normal e já era, mas enfim. Eu sou tradicionalista em questão de molhos.

Agora... tive alguma ideias babacas depois de tudo isso. Que tal fazerem novos sabores?

Ruffles edição Brasil: sabores Feijoada, Virado à Paulista, Dobradinha, Baião de Dois, Cabeça de Bode
Ruffles edição Gourmet: sabores Caviar, Foie Gras, Vitela, Coq Au Vin
Ruffles edição China: sabores Grilo, Barata, Escorpião, Gafanhoto
Ruffles edição Fast Food de Pobre: sabores Coxinha, Hot Dog, Churrasco Grego, Hamburgão da rua, Pastel

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Sem fogão, com geladeira


É impressionante a diferença que ter um fogão funcionando gera na sua conta bancária. Por alguma razão o fabricante do fogão que compramos parte do princípio de que só existe gás de botijão e que, se você precisar converter para gás encanado precisará esperar numa lista de espera pra não ter que pagar pelo serviço.

Bom, desabafo feito... Aos trancos e barrancos vamos tentando dar nosso jeitinho de sobreviver a base de deliverys e congevados. (O que, convenhamos, também não é tão barato.) E então, um dia passeando pelo mercado (Fast Food de Pobre recomenda: jamais vá ao mercado se estiver com fome. Você com certeza vai gastar muito mais!!!) e na seção de congelados uma grande placa amarela de promoção nos chama atenção: "Meu Menu - R$5,60". Pra quem não consegue almoçar perto do trabalho por menos de 15 reais é uma grande revolução.

O tamanho da caixinha me preocupou um pouco. Pra alguém com um apetite inversamente proporcional à grana no bolso poderia ser um tanto o quanto insuficiente. Mas resolvi arriscar e comprei logo 3: Fettucine com peru e brócolis, Penne ao sugo e manjericão e Penne ao moho parisiense. Recordando-se do supra-mencionado valor mínimo pra eu conseguir almoçar perto do trabalho comprei 3 almoços pelo preço de um.

A minha preocupação com a quantidade veio a se mostrar pouco relevante. Deu pra segurar até à noite sem querer comer a própria mão. Já no quesito sabor... Bom, considerando que é congelado, é rápido de fazer e tudo o mais... Aqui vai a avaliação individual:

Penne ao sugo e manjericão: 5,0 Acho que molho vermelho talvez não fique muito bem depois de congelado.
Penne ao moho parisiense: 7,0 Eu não me lembro se já comi isso "fresco", mas o congeladinho tava até gostoso.
Fettucine com peru e brócolis: 8,5 Não tem gosto de comida de mamãe, mas o peru tem gosto de peru e o brócolis de brócolis. Molho o suficiente e o macarrão gostosinho. Mehor dos 3.

Então, pra você preguiçoso ou impossibilitado de cozinhar, fica a dica. Precinho honesto pra uma refeição honesta.

O que: Meu Menu Perdigão
Onde: Comprado no supermercado Extra
Preço: R$5,60
Atendimento: Bom, tinha fia no mercado.
Efeitos Colaterais: Nenhum.
Avaliação:

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Espírito de Porco na marmita

Sábado é um dia muito feliz. Você acorda tarde, às vezes de ressaca da sexta-feira, e normalmente com fome. Num desses sábados, não tínhamos ideia do que almoçar, já que estamos nos mudando e ainda não temos como cozinhar nada mais substancioso do que um miojo.

E qual é o prato sabadino mais famoso do Brasil? Sim, depois de muito bater perna por aqui, encontramos um lugar que dizia ter a "melhor feijoada da região". O preço? R$ 20 a pequena e R$ 40 reais a grande. "A pequena serve duas pessoas?" "Não". Então, estávamos de volta à procura por comida. E agora, com vontade de feijoada.



Descendo um pouco pelo bairro, encontramos um botequinho modesto com um plaquinha tentadora: "R$ 9 - Marmitex". O cheiro era bom, e fizemos uma bela marmitona de feijoada para duas pessoas com fome.

O lugar ganha pontos logo no início por oferecer marmitex de isopor, e não de metal (dá pra comer no marmitex sem rasgar, economizando a louça). Esse tipo de embalagem também evita que o prato torne-se irreconhecível depois de acondicionado.

O mais importante de tudo é que foi possível encontrar feijão, além das melecas (pé, orelha, rabo) da feijoada. Nada contra quem gosta, mas não faz muito o nosso tipo. O arroz não tem muito segredo: temperadinho na medida certa. A couve poderia ter um pouquinho mais de alho, mas nada que estragasse o prato. A farofa é daquelas compradas prontas, e o feijão conservava o gostinho de feijoada, com aquele fundinho de espírito de porco, sabe? Ah, sem esquecer da bananinha à milanesa, que deu um toque de baragadjah para o prato.

Foi uma refeição barata, gostosa, e suficiente para duas pessoas com fome. Ainda não experimentamos a "melhor feijoada da região", mas esta nos deixou satisfeitos, e, invariavelmente, com um puta sono.

O que: Feijoada
Onde: Rua Almirante Marquês de Leão, altura do número 650.
Preço: R$ 9,00 (Marmitex) R$ 11,00 (Para comer lá, à vontade!)
Atendimento: Rápido e indolor.
Efeitos Colaterais: Os de qualquer feijoada: sono. Um tanto quanto indesejável, se você vai trabalhar naquele dia.
Avaliação:

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Nostalgia: Beijing Burger - Made In China

Queridos visitantes! O post abaixo foi escrito no dia 26 de julho de 2008 e é o embrião do que um dia viria a se chamar Fast Food de Pobre. Espero que gostem dessa raridade que cavamos lá do fundo do baú! Era o lançamento do lanche especial do McDonald's chamado Beijing Burger.

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Como diz o meu grande amigo Peruíbe: é tudo uma grande ação de marketing. O McDonald's lançou o tal Beijing Burger (porque não PEQUIM?) e eu e minha namorilda Dri fomos ver qual é a do lanche.

Pra começar, o negócio (da China?) é umas três vezes menor (da China?) do que o comercial diz. Até aí, todos os outros lanches são, então a gente meio que já esperava. Mas... digamos que é um McChicken com hambúrguer de carne. O site diz: "Sanduíche de hambúrguer de carne 100% bovina, molho oriental com gostinho de gengibre, chop suey e alface no pão Beijing".

Bom, vamos dissertar sobre cada parte. O tal molho oriental é maionese, sem gosto de gengibre nenhum. O chop suey! (DOWN, System of; 2001) nada mais é do que um pouco de alface e dois ou três brotos (legais) de feijão. Já o pão Beijing... não difere em nada dos pães normais, exceto por ele... hm... ser Beijing. Ah, e o gergelim ser preto! UAAAAAAAAU!

Lógico que a gente pediu tudo que tinha direito: já que pra fazer crítica gastronômica amadora, quisemos fazer o negócio completo! Primeiramente, temos os sticks de arroz com vegetais, pra substituir as populares batatinhas de sete minutos (nesse tempo, elas amolecem e não sobem mais...da China?). Okay, esses até que eram gostosinhos. Nada mais do que nuggets de vegetais, aqueles de mercado mesmo. E a crocância que eles prometem passou longe. O molho agridoce que dá o toque final: ketchup com açúcar. Nham! Diliça!

Finalmente, algo gostoso de verdade: a tal Fanta Mundo China. Tem mesmo o gosto de laranja e melão, que combinam, dá tudo certo, e fica gostosinho. Interessante. "Refrescantheeee..." (REIS, Leonardo; 2007)

Hora da sobremesa. Aliás, sobremesa Imperial. Consiste em um pouco (bem pouco) de sorvete de baunilha, banana caramelada e dois canudinhos de biscoito (Yeah, isso sim faz valerem os cinco reais!). É gostosinho, mas... a banana é pequena (desculpem-nos os orientais) e ela é o único fator que faz a sobremesa diferir de uma casquinha de baunilha convencional.

Enfim, não matou nossa fome, e tivemos que pedir mais um lanche pra cada um. E até a garçonete do McDonald's concordou que preferia os lanches de sempre. Se até os empregados do Ronald concordam, quem somos nós pra discordarmos?

Como a Dri definiu bem: "Comer no McDonald's é que nem comer puta. È caro, você sabe que não deveria fazer isso, mas come mesmo assim, e se sente mal depois."

(da China?)

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Diário do Pão com Manteiga na Chapa

Um quase pseudo Super Size Me de pão com manteiga na chapa, a iguaria que até o mais inexperiente chapeiro de boteco sabe fazer. Ou será que não? Acompanhem a colaboração de Elisa Mafra, vulgo Mafrinha, dona do tumblr Fuck Yeah Cabelo Vermelho em sua jornada em busca do pão com manteiga na chapa perfeito:

"Perto da agencia onde eu trabalho, existem inúmeras padarias e botecos que servem o clássico pãozinho frito. Como já comia por esporte, resolvi contribuir aqui pro Fast Food de Pobre e falar à respeito.





Elisa "Mafrinha" Mafra ou @elimafra

Local: McDonald's - Av. Henrique Schaumann, 80/124
Ok, não é nem padoca nem boteco, mas serve pão na chapa, e tem milhares de lojas e em todas elas a comida tem o mesmo gosto.
Tem uma cara bem bonita, o pão não é esmagado na chapa, então fica fofinho. O tostado é perfeito, é até uniforme em todo o pão, o que me assusta um pouco, não ficou queimado nem mal frito. Agora o sabor: borrachudinho, é ruim de dar a mordida inicial. Bem sem sal, e pouco engordurado, mas tem aquele sabor de Mc, sabe? Pra quem é fã desse sabor do Tio Sam é uma boa pedida.
O problema maior é o preco: r$2,00. Vale mais a pena caçar uma padaria e pagar mais barato por algo mais true.

Local: CPL - Rua João Moura, 565
A padaria é velha conhecida da agencia, o pão na chapa é bem honesto, e BEM engordurado. De deixar o papel transparente. Bem tostado, com sal na medida, o pão é sempre novo, entao nada de borracha, nem de farelo. O preço é a mádia do mercado: R!1,50.

Local: Pão de ouro - Rua Teodoro Sampaio, 567
O pão na chapa também merece o título de pão de ouro mesmo. Um dos mais gostosos que experimentei. Confesso que estava com o pé atras, a padaria é bem limpa, bonita e cheirosa, achava que não seria muito saboroso, e que seria muito caro, por sorte me enganei. O gosto da manteiga é bem forte, mas um pouco sem sal, nada que não se resolva com um saleirinho! Esse foi um dos melhores custo beneficio: saboroso por R$1,30!

Local: Sensação - Rua Teodoro Sampaio, 1861
Uma padaria lindinha na Teodoro Sampaio, no mesmo estilo da Pão de Ouro. Pensei que poderia ser surpreendida novamente, mas não. Fiquei muito frustrada. Pedi a dupla clássica das manhãs de padaias: Pão na chapa e pingado. Foi a minha salvação aquele leitinho quente, por que o pão estava horroroso. Foi mal frito, mas tão mal frito, que o pão chegou com uma poça de manteiga semi derretida na minha mão. Muito engordurado, mas não a gordurinha feliz dos outros que provei, uma gordura meio nojenta mesmo.
Foi o pior que comi, tão ruim que não consegui acabar o bichinho. Custava R$1,50.



Local: Padaria da Teodoro Sem Nome - de frente pra Praça Benedito Calixto
Procurei o nome da padaria/boteco e não encontrei, já começa bem aí! Ela fica na Teodoro Sampaio, de frente pra Praça Benedito Calixto... Pela falta de nome eu deveria ignorar e não falar sobre ela, mas foi o pior pão na chapa que comi até hoje, então acho que vocês merecem saber! O pão usado é velho, então esfarela que é uma beleza enquanto a gente come, fora o que é seco. Além disso, não foi bem tostado, a manteiga ficou mole, mas sem dar aquela queimadinha esperta. Bem engordurado. Mesmo pelo módico R$1,00 que custa, não vale a pena.

Local: Lanchonete Cantinho da Cerveja - Rua Teodoro Sampaio, 1303
Comi lá duas vezes: Uma por conta própria e outra nessa minha incursão pro Fast Food de Pobre. A primeira vez foi amor, e já conto por que. Na segunda fiquei um pouco frustrada por causa do pão, que estava velho e farelento, mas o sabor.. Ah, o sabor era o mesmo!
Mas o que tem de mais no sabor desse pão, você pergunta. Eu digo: É o pão na chapa com mais gosto de chapa. Aquela explosão de sabores de Bife, ovo, bacon, tudo. O pão era bem engorduradinho, desses de deixar o saquinho transparente. Pelo seu módico R$1,00 vale muito à pena!

Até fazer este pequeno estudo, acreditava ser impossível estragar um pão na chapa. Não só descobri que isso é possível, como ele pode ficar ruim de variadas formas!"

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Japa Soup: O desafio gastronômico

Como já contamos neste post, demos uma voltinha bacana pela Liberdade no domingão. E lógico que não deixamos de experimentar o que há de barato e diferente na culinária japa. Ao entrar em uma das lojinhas dos arredores, percebemos uma latinha esquisita com uma foto de algo que parecia uma sopa.

Apenas R$ 3. Nos ingredientes, coisas como sagu, amendoim e feijão. Quando pagamos, o cara falou que era "uma sobremesa, pode ser tomado gelado ou quente". Bom, lógico que filmamos e mostramos o teste pra vocês. Aumente o volume, que saiu meio baixo!

domingo, 9 de janeiro de 2011

Fast food oriental na Liberdade, né?

Depois de muita preguiça, finalmente conseguimos tirar um dia para explorar gastronomicamente uma parte de nossa São Paulo querida e véia de guerra chuva city. Não que a Dri não tenha comprado um monte de tranqueirinhas e afins, mas tiramos a hora da fome para experimentar quitutes da famosa feirinha da Liberdade, no bairro mais oriental de SP.

Passeando pelas barraquinhas bombando de gente mesmo em um domingão calorento, resolvemos começar experimentando aquele tradicional bolinho que ninguém sabia o nome até começar a ser servido nos rodízios de comida japonesa: o guioza. Maaaaas, não era apenas um guioza: era um puta guioza. Um guiozão, do tamanho de um pãozinho francês. Além disso, comemos também um tal de pãozinho japonês/chinês cozido no vapor (a gente realmente não sabe) chamado Nikumanju. Eles têm diversas opções de recheio, e nós escolhemos o de carne bovina com verduras e curry.



O guioza estava bem gostoso, parecido com os pequenininhos que nós comemos normalmente. Com os molhinhos que eles oferecem, ficou melhor ainda. São molhinhos diversos, que vão desde o conhecido shoyu, passando pelo pastelístico vinagrete, até o diferente missô com gergelim e alguma outra coisa que não identificamos. O pãozinho Nikumanju tinha um gostinho levemente adocicado, e talvez por ser cozido no vapor, parecia estar um pouquinho molhado. Nós gostamos mais do guioza, mas não percam a chance de experimentar o pão japa. Talvez com um outro recheio, até.



Mas aqueles dois quitutes redondinhos não foram suficientes para rechear o nosso estômago, então exploramos mais algumas barraquinhas até encontrarmos uma de espetinhos. Não, não são aquelas robatas que também são populares nos rodízios japas. A barraca em questão servia espetinhos de bolinho de bacalhau, bolinho de carne, bolinho de camarão, camarão empanado, camarão frito e rolinho primavera. Optamos por um de bolinho de camarão e um de camarão sem casca empanado.



O camarão empanado é aquela coisa: difícil de errar, se a massa for feita do jeito certo. O de bolinho de camarão talvez não seja nada mais que um espetinho de camarão empanado moído em forma de bolinhas fritas, talvez com algum temperinho a mais. Estava gostosinho, mas o camarão empanado ganhou a disputa para o nosso paladar.



Não percam a chance de sentir todos os cheirinhos das diversas comidas, ouvir japoneses e chineses conversando (parece que eles estão sempre brigando) e se divertir com a simpatia de todos os vendedores da feirinha da Liberdade!

P.S. ou obs. - Pra quem gosta de cacarecos (99% das meninas), vale perder um tempinho fuçando as barraquinhas e lojinhas dos arredores!

P.S. 2 - Use filtro solar. Não por causa daquele vídeo que todo mundo viu: é que a falta disso deixou as costas da Dri vermelhonas e queimadas.
Local: Feirinha da Liberdade, Praça da Liberdade - São Paulo

O que:
Guioza e Nikumanju
Preço: R$4,00 (Nikumanju) e R$ 3,00 (Guioza)
Atendimento: Mó galera pedindo, mas com organização e simpatia oriental.
Efeitos colaterais: So far, so good.
Avaliação:


O que: Espetinhos de camarão e bolinho de camarão
Preço:
R$5,00 (Camarão empanado) R$ 4,00 (Bolinho de camarão)
Atendimento: Mais uma vez, a simpatia compensa a sensação de metrô da Sé
Efeitos colaterais:
Nada, até o momento.
Avaliação:

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Perdi a virgindade com um gatinho!

Adoro gatos. A minha filhinha, por exemplo, é uma gata. Mas algumas pessoas apreciam os gatos de uma outra forma: picadinho e assado num espetinho.

Essa fama do quitute encontrado em quase toda esquina e ponto de ônibus da cidade me faz pensar... Se os chineses comem cachorros, será que esse famoso espetinho é realmente de carne de gato?

Perdi a virgindade há alguns dias. Depois de 23 aninhos na inocência nesse mundo de sabor felino, tomei coragem e perdi o selinho na Praça Nippon, na Zona Norte de São Paulo.


Pra não doer, fui de papai e mamãe. Espetinho comum, suposta carne bovina, envolta por farofa de poeira de carro pra dar um "plus". O João preferiu não saborear os grãozinhos farofais e foi repreendido pelo vendedor da iguaria, que, aliás, se parecia muito com o apresentador Ratinho, com bigode característico e que disse que a farofa era a alma do verdadeiro churrasquinho de gato.

Descobri que nem tudo que estava no espetinho era o que eu esperava. Entre um cubinho de carne e outro, encontrei alguns da mais pura gordura de bunda de boi, mascarada pela farofa. (Pegou? Pegou?) Mas o João me explicou que faz parte do segredo para manter o gostinho especial de gotosura.


De qualquer forma... O que não era gordura pura tinha um gosto genuinamente bom. Mas infelizmente, essa experiência mexeu dimaix cumigu. Acabei sofrendo e relembrando daqueles momentos sentada no banquinho da praça quando fui ao banheiro. Digamos que as memórias vieram em forma de um pântano lamacento...

Mas não sei se todo o estresse gastrointestinal foi culpa do pobre gatinho (quase um Colírio Capricho!), pois o meu gatinho João (tira oszói!) não sentiu as mesmas sensações de nostalgia ao se lembrar do espetinho.

E como ouvi falar que a primeira vez a gente nunca esquece, mas também que nunca é a melhor, vou dar outras chances ao gato no espetinho, pois me deixou com gostinho de quero mais...

O que:
churrasquinho de gato
Local: Praça Nippon, em frente ao Banco Bradesco - Zona Norte de São Paulo
Preço:
R$2,00
Atendimento:
O que eu posso dizer?: Era o Ratinho!
Efeitos colaterais: Nostalgia cor de carne no banheiro...
Avaliação:

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Quando a noite termina em pastel

O recém-paulistano e grande amigo Pedro Couto, do blog Pangeia, está bem alinhado com o ideal do Fast Food de Pobre: desbravar os guetos e bibocas procurando por quitutes e acepipes baratos, gostosos e que não deem aquele revertério intestinal monstruoso. E em suas caminhadas pela Terra da Garoa, encontrou um pastel em um lugar inusitado. Sigam o relato!

'Eis que me encontro em plena Av. Paulista, às 19h30 de uma segunda-feira, bisbilhotando a seção de promoção de uma loja de CDs (sempre encontro coisas boas e baratas, obviamente). Tinha acabado de sair do trabalho e me dei conta que perambulava pela avenida atrás de comida. À alguns metros à frente, após um típico boteco paulista, avisto algo diferente: uma barraca de pastel dentro de algo que provavelmente fora um boteco. Sim, era uma barraca dentro de um boteco. Pensei que ali deveria ter algo interessante. Assim como na astronomia tem-se o astrônomo, na gastronomia, deve-se existir o gastrônomo. Se gastronomia é ciência, nós somos a cobaia. Foi com esse ideal que imergi no ambiente.

O local faz jus à sua intenção. É como tivéssemos uma tradicional barraca de pastel incrustada na moderna e movimentada Av. Paulista. Vemos em cima da bancada de metal potes com vinagrete e bisnagas de molhos diversos. A comunicação ao “pasteleiro” é feita do método mais funcional e barato: o grito.
Além dos sabores costumeiros, como carne, queijo, palmito e frango com catupiry (e vários outros), todos com o preço de R$2,50, a “Pastel de feira” (acho que é o nome do lugar) tem opções de pastéis “especiais”: frango ou carne - com queijo, ovo e tomate. O preço é o dobro do pastel comum (5 pila, pra quem é ruim de matemática).

Como estava em serviço (afinal já avistei escrever para este blog), fui direto no carro-chefe da casa. Para abrir o apetite (ou soltar o intestino), pedi também um caldo-de-cana.O Especial de carne é um pastel robusto, imponente. Como as veias saltadas de um alterofilista, é possível avistar a silhueta do ovo e do tomate, além de supor a diagramação dos outros ingredientes. A massa é crocante e não vem encharcada de óleo. O gosto mantém a tradição de feira.

Para quem mora/trabalha na região, é possível pedir para entrega. Eles não cobram taxa em pedidos acima de 3 pastéis. Fica de sugestão para quem tiver na região da Paulista, não quiser gastar muito e reviver as barracas de feira, muito frequentada no pós-noitada, quando você se escora na banca, erra o vinagrete no pastel e só pensa em se tele-transportar para sua cama.'

O que: Pastel Especial de carne
Local: “Pastel de Feira” - Av. Paulista, 675
Preço: Pastel Especial - R$5,00 / Caldo-de-cana pequeno (200ml) - R$2,00
Atendimento: Pouco papo. Peça, ouça o grito do seu pedido (e de outros) e é isso.
Efeitos colaterais: Nenhum. Apesar da mistura prever um dilúvio, nada ocorreu.
Avaliação:

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Pizza três em um

Que pizza é basicamente sinônimo de "tô com preguiça de cozinhar e ainda por cima sem grana" já é fato. Mas acontece que às vezes a gente cansa da meia mussarela meia calabresa, que são geralmente as mais baratas. (Geralmente aparecem como "Promoção 1" na capa do papelzinho da pizzaria, junto com a de atum, a portuguesa e variantes entre diferentes pizzarias)

E foi numa dessas noites perdidas em que o João insistiu em me esperar chegar da faculdade, mesmo perdendo o ônibus e indo parar nem sei onde, quase perdi o ônibus na volta pra poder chegar, mas, é claro, consegui (senão não estaria escrevendo não é mesmo?). Chegando nos deparamos com a cruel verdade: Não tem nada na geladeira, o que vamos comer? Ah! E também não temos um puto. (Leia-se: "Não temos dinheiro")

Solução: pizza delivery. Agora faltava achar um que atendesse aqui no fim do mundo onde estamos morando e, ainda aceitasse cartão de débito. Muito folhetinhos depois, encontramos a Pizzaria Berlim.


Indecisos que somos, depois de muito olhar as opções do folhetinho resolvemos ser rebeldes: Meia Strogonoff Meia Hot Dog. Quase uma suruba gastronômica! Levando em conta que uma pizza dá para um almoço e um jantar pra dois (pelo menos é assim aqui em casa) teríamos além de uma pizza, um lanche E uma refeição. Sendo que pagamos R$18,00, vejamos quanto saiu o "enche bucho" por cabeça. Almoço e jantar: R$9,00 cada. Para duas pessoas: R$4,50. Quer mais? (Momento para sentir orgulho pela façanha.)

Quando a pizza/lanche/refeição chegou, ao abrir a caixa deu um medinho de ser massa de pizza com batata palha por cima. Mas, aos poucos, fomos nos deparando com o que havia entre os dois. A pizza de strogonoff não traz lá o prato à moda da minha sogrinha querida (juro que não estou puxando o saco, é bão mesmo), mas dadas as devidas proporções, tava bem gostosinho. A pizza de hot dog não deixava a desejar quando comparada aos hot dogs de rua espalhados pela cidade (mais uma vez, não comparável ao imbatível Dogão da USP, mas vamos lá, era uma pizza!).

Conclusão: continuo achando que somos gênios por reunir pizza+lanche+refeição. Recomendo a experiência!



O que: Pizza Meia Strogonoff Meia Hot Dog
Local:
Pizzaria Berlim Delivery - Vila Sabrina - São Paulo (tel: 2989-9277)
Preço: R$18,00 (Veja as contas acima!)
Atendimento: Padrão de delivery, pediram pra repetir o nome da rua, ninguém disse que me amava, mas o pedido chegou certo.
Efeitos colaterais:
Estou me sentindo um gênio!
Avaliação:

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Briga de Torcida



Cerveja. Amigos. Boteco. Nenhum puto no bolso. Se não tem amendoim, o salgadinho Torcida é o salvador de um estômago vazio clamando por óleo, carboidratos e gordura trans. Depois dos salgadinhos Elma Chips, é o preferido da galera (fora a da Malhação, que prefere os sucos da Dna. Vilma). O negócio é tão popular que em 2007 a Pepsi comprou a Lucky, fabricante da bagaça, pra provar que Torcida é foda.

Por essas e outras, nós do Fast Food de Pobre vamos analisar todas as vertentes e facetas do popularesco Torcida, o salgadinho que já superou o Elma Chips nos botecos, pois afinal, é bem mais barato e enche a barriga como só um salgadinho pobretão consegue.

Podemos encontrar essa delícia nos seguintes e variados sabores:

Churrasco -
Dri: Sou daquele tipo que num churrasco só bebe e come a maionese ou pão com vinagrete (mas NÃO sou vegetariana, que fique bem claro). Sendo assim, não sou uma grande degustadora dos sabores carne, churrasco e afins, mas acho gostosinho.
João: Meu preferido, tem o aroma e o cheiro de churrasco (ou de fumaça, segundo alguns) e acompanha bem uma cervejinha ou até um prato de comida. Acredite, eu já fiz isso. Um pratão de strogonoff, e na falta da batata palha, Torcida. Recomendo!

Pizza -
Dri: Assim como qualquer outro salgadinho sabor pizza ele não tem gosto de pizza. Tem gostinho de queijo artificial com mais algum segredinho dos grandes mestres da comida porcaria que faz com que a gente vá comendo sem perceber.
João: Marromeno, acho ele muito cheio de sal temperado, suja os dedos e enjoa rápido. Não chega a ser ruinzão, mas se possível, prefira outro. Além disso, não lembra nem de longe o gosto de pizza.

Queijo -
Dri: Cheirinho de chulé, é claro. Porém, mais uma vez, do tipo que na hora da fome você vai comendo até bater os dedinhos gordurosos no fundo vazio do pacotinho.
João: Não gosto, assim como o Cheetos bolinha, fede e deixa você com um bafo de bode que comeu cebola com wasabi que só sai com despacho de macumba para Zé Pilintra na encruzilhada à meia-noite com um garrafa de Listerine e uma dentadura.

Cebola -
Dri: Agora sim os condimentos prontos místicos se combinam para formar o temperinho que faz ser gostosinho, e não somente do tipo "Caramba, já comi o saquinho todo!". Pra mim ganha da Ruffles Cebola e Salsa!
João: Gostosinho, mas não entra no meu Top 5. Ganha alguns pontos por ser no formato "pastelzinho de vento", não gosto dos outros.

Camarão -
Dri: Não gosto de camarão, então serei sincera: nunca comi e acho o cheiro ruim.
João: No quesito camarão, prefira o popular Ebicen, que é esquisitinho mas é tradição e satisfaz. Essa bolinha dura mequetrefe não me conquistou, não.

Bacon -
Dri: Bolinhas meio duras, mas o tempero tem o verdadeiro cheirinho de bacon artificial (dependendo do refencial, melhor que o próprio bacon: você não corre o risco de morder uma daquelas melecas durinhas!).
João: Outro no formato "bolinha dura". Consegue ser de bacon e não me fazer feliz, o que é algo muito difícil. Como eu sempre digo para a Dri: qualquer coisa fica boa com Bacon. Pois é, mas nem tudo no sabor artificial de bacon fica bom, um exemplo é o Torcida de bacon.

Calabresa -
Dri: O gosto de calabresa é algo muito difícil de reproduzir. Não sei avaliar, possui um gosto que só ele tem. (E isso não necessariamente é bom. Nem ruim.)
João: Eu poderia repetir exatamente o que falei sobre o de Bacon, mas não vou. Leia acima, substitua a palavra "bacon" por "calabresa".

Pimenta -
Dri: Sim! Nós temos pimenta! Faz seu trabalho ao deixar a boca ardendo e além disso, tem o gosto realmente bom! Meu preferido. Com Coca-Cola Zero é melhor ainda. (Deixa o de Mostarda pra cerveja!)
João: Um dos melhores lançamentos esquisitos no mercado de salgadinhos: é picante, é gostoso, pede uma bebidinha, é sensacional. Segundo lugar pra mim, só atrás do de churrasco.


Mostarda
-
Dri: Muitos de nós que conseguimos gostar mais dos "acompanhamentos" ou molhos do que da própria comida estamos finalmente valorizados: um salgadinho de Mostarda! Não é de Hot-Dog, de Hamburguer, etc., é de Mostarda! Tem gosto de verdade, ardidinho na medida certa mesmo para quem não gosta de coisas muito picantes. Segundo lugar!
João: Outro lançamento bizarro que deu certo. O gosto realmente lembra mostarda, e é picante. Se você gosta de mostarda, pode comprar que você vai gostar. Se você não gosta de mostarda... porra, pra que você vai experimentar um negócio que você sabe que não vai gostar?

Banana e Canela -
Dri: Comi hoje pela primeira vez. Lembra daqueles bolinhos de chuva bem cheios de óleo bezuntados de açucar e canela que sua avó faz? Então, adicione crocância.
João: Eu não sou fã de banana, nem com canela, nem flambada, nem banana split, nada. Ou seja... não é minha praia.

Maçã e Canela -
Dri: Prefiro a banana, mas basicamente o mesmo esquema casquinha da torta do McDonalds.
João: Bacaninha, é bacana ser doce no formato "pastelzinho de vento". Espero que lancem novos sabores doces.

Agora, coloque a cerveja no freezer, a Coca-Cola na geladeira e junte suas moedinhas (Sim! Eles custam entre 0,75 e 1,20 reais!!!). Chame os amigos, afinal, com esse precinho dá pra alimentar uma galera mesmo que você seja mão de camelo né?

Se você gostar da primeira degustação saiba que Torcida entrará na sua lista de compras do mês. Deixe uma angioplastia marcada para daqui uns quinze anos pra não esperar na fila do posto ou burocracia do convênio.

O Fast Food de Pobre adverte: Torcida é uma porcaria, mas é bom. E é de pobre.