domingo, 9 de janeiro de 2011

Fast food oriental na Liberdade, né?

Depois de muita preguiça, finalmente conseguimos tirar um dia para explorar gastronomicamente uma parte de nossa São Paulo querida e véia de guerra chuva city. Não que a Dri não tenha comprado um monte de tranqueirinhas e afins, mas tiramos a hora da fome para experimentar quitutes da famosa feirinha da Liberdade, no bairro mais oriental de SP.

Passeando pelas barraquinhas bombando de gente mesmo em um domingão calorento, resolvemos começar experimentando aquele tradicional bolinho que ninguém sabia o nome até começar a ser servido nos rodízios de comida japonesa: o guioza. Maaaaas, não era apenas um guioza: era um puta guioza. Um guiozão, do tamanho de um pãozinho francês. Além disso, comemos também um tal de pãozinho japonês/chinês cozido no vapor (a gente realmente não sabe) chamado Nikumanju. Eles têm diversas opções de recheio, e nós escolhemos o de carne bovina com verduras e curry.



O guioza estava bem gostoso, parecido com os pequenininhos que nós comemos normalmente. Com os molhinhos que eles oferecem, ficou melhor ainda. São molhinhos diversos, que vão desde o conhecido shoyu, passando pelo pastelístico vinagrete, até o diferente missô com gergelim e alguma outra coisa que não identificamos. O pãozinho Nikumanju tinha um gostinho levemente adocicado, e talvez por ser cozido no vapor, parecia estar um pouquinho molhado. Nós gostamos mais do guioza, mas não percam a chance de experimentar o pão japa. Talvez com um outro recheio, até.



Mas aqueles dois quitutes redondinhos não foram suficientes para rechear o nosso estômago, então exploramos mais algumas barraquinhas até encontrarmos uma de espetinhos. Não, não são aquelas robatas que também são populares nos rodízios japas. A barraca em questão servia espetinhos de bolinho de bacalhau, bolinho de carne, bolinho de camarão, camarão empanado, camarão frito e rolinho primavera. Optamos por um de bolinho de camarão e um de camarão sem casca empanado.



O camarão empanado é aquela coisa: difícil de errar, se a massa for feita do jeito certo. O de bolinho de camarão talvez não seja nada mais que um espetinho de camarão empanado moído em forma de bolinhas fritas, talvez com algum temperinho a mais. Estava gostosinho, mas o camarão empanado ganhou a disputa para o nosso paladar.



Não percam a chance de sentir todos os cheirinhos das diversas comidas, ouvir japoneses e chineses conversando (parece que eles estão sempre brigando) e se divertir com a simpatia de todos os vendedores da feirinha da Liberdade!

P.S. ou obs. - Pra quem gosta de cacarecos (99% das meninas), vale perder um tempinho fuçando as barraquinhas e lojinhas dos arredores!

P.S. 2 - Use filtro solar. Não por causa daquele vídeo que todo mundo viu: é que a falta disso deixou as costas da Dri vermelhonas e queimadas.
Local: Feirinha da Liberdade, Praça da Liberdade - São Paulo

O que:
Guioza e Nikumanju
Preço: R$4,00 (Nikumanju) e R$ 3,00 (Guioza)
Atendimento: Mó galera pedindo, mas com organização e simpatia oriental.
Efeitos colaterais: So far, so good.
Avaliação:


O que: Espetinhos de camarão e bolinho de camarão
Preço:
R$5,00 (Camarão empanado) R$ 4,00 (Bolinho de camarão)
Atendimento: Mais uma vez, a simpatia compensa a sensação de metrô da Sé
Efeitos colaterais:
Nada, até o momento.
Avaliação:

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Perdi a virgindade com um gatinho!

Adoro gatos. A minha filhinha, por exemplo, é uma gata. Mas algumas pessoas apreciam os gatos de uma outra forma: picadinho e assado num espetinho.

Essa fama do quitute encontrado em quase toda esquina e ponto de ônibus da cidade me faz pensar... Se os chineses comem cachorros, será que esse famoso espetinho é realmente de carne de gato?

Perdi a virgindade há alguns dias. Depois de 23 aninhos na inocência nesse mundo de sabor felino, tomei coragem e perdi o selinho na Praça Nippon, na Zona Norte de São Paulo.


Pra não doer, fui de papai e mamãe. Espetinho comum, suposta carne bovina, envolta por farofa de poeira de carro pra dar um "plus". O João preferiu não saborear os grãozinhos farofais e foi repreendido pelo vendedor da iguaria, que, aliás, se parecia muito com o apresentador Ratinho, com bigode característico e que disse que a farofa era a alma do verdadeiro churrasquinho de gato.

Descobri que nem tudo que estava no espetinho era o que eu esperava. Entre um cubinho de carne e outro, encontrei alguns da mais pura gordura de bunda de boi, mascarada pela farofa. (Pegou? Pegou?) Mas o João me explicou que faz parte do segredo para manter o gostinho especial de gotosura.


De qualquer forma... O que não era gordura pura tinha um gosto genuinamente bom. Mas infelizmente, essa experiência mexeu dimaix cumigu. Acabei sofrendo e relembrando daqueles momentos sentada no banquinho da praça quando fui ao banheiro. Digamos que as memórias vieram em forma de um pântano lamacento...

Mas não sei se todo o estresse gastrointestinal foi culpa do pobre gatinho (quase um Colírio Capricho!), pois o meu gatinho João (tira oszói!) não sentiu as mesmas sensações de nostalgia ao se lembrar do espetinho.

E como ouvi falar que a primeira vez a gente nunca esquece, mas também que nunca é a melhor, vou dar outras chances ao gato no espetinho, pois me deixou com gostinho de quero mais...

O que:
churrasquinho de gato
Local: Praça Nippon, em frente ao Banco Bradesco - Zona Norte de São Paulo
Preço:
R$2,00
Atendimento:
O que eu posso dizer?: Era o Ratinho!
Efeitos colaterais: Nostalgia cor de carne no banheiro...
Avaliação:

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Quando a noite termina em pastel

O recém-paulistano e grande amigo Pedro Couto, do blog Pangeia, está bem alinhado com o ideal do Fast Food de Pobre: desbravar os guetos e bibocas procurando por quitutes e acepipes baratos, gostosos e que não deem aquele revertério intestinal monstruoso. E em suas caminhadas pela Terra da Garoa, encontrou um pastel em um lugar inusitado. Sigam o relato!

'Eis que me encontro em plena Av. Paulista, às 19h30 de uma segunda-feira, bisbilhotando a seção de promoção de uma loja de CDs (sempre encontro coisas boas e baratas, obviamente). Tinha acabado de sair do trabalho e me dei conta que perambulava pela avenida atrás de comida. À alguns metros à frente, após um típico boteco paulista, avisto algo diferente: uma barraca de pastel dentro de algo que provavelmente fora um boteco. Sim, era uma barraca dentro de um boteco. Pensei que ali deveria ter algo interessante. Assim como na astronomia tem-se o astrônomo, na gastronomia, deve-se existir o gastrônomo. Se gastronomia é ciência, nós somos a cobaia. Foi com esse ideal que imergi no ambiente.

O local faz jus à sua intenção. É como tivéssemos uma tradicional barraca de pastel incrustada na moderna e movimentada Av. Paulista. Vemos em cima da bancada de metal potes com vinagrete e bisnagas de molhos diversos. A comunicação ao “pasteleiro” é feita do método mais funcional e barato: o grito.
Além dos sabores costumeiros, como carne, queijo, palmito e frango com catupiry (e vários outros), todos com o preço de R$2,50, a “Pastel de feira” (acho que é o nome do lugar) tem opções de pastéis “especiais”: frango ou carne - com queijo, ovo e tomate. O preço é o dobro do pastel comum (5 pila, pra quem é ruim de matemática).

Como estava em serviço (afinal já avistei escrever para este blog), fui direto no carro-chefe da casa. Para abrir o apetite (ou soltar o intestino), pedi também um caldo-de-cana.O Especial de carne é um pastel robusto, imponente. Como as veias saltadas de um alterofilista, é possível avistar a silhueta do ovo e do tomate, além de supor a diagramação dos outros ingredientes. A massa é crocante e não vem encharcada de óleo. O gosto mantém a tradição de feira.

Para quem mora/trabalha na região, é possível pedir para entrega. Eles não cobram taxa em pedidos acima de 3 pastéis. Fica de sugestão para quem tiver na região da Paulista, não quiser gastar muito e reviver as barracas de feira, muito frequentada no pós-noitada, quando você se escora na banca, erra o vinagrete no pastel e só pensa em se tele-transportar para sua cama.'

O que: Pastel Especial de carne
Local: “Pastel de Feira” - Av. Paulista, 675
Preço: Pastel Especial - R$5,00 / Caldo-de-cana pequeno (200ml) - R$2,00
Atendimento: Pouco papo. Peça, ouça o grito do seu pedido (e de outros) e é isso.
Efeitos colaterais: Nenhum. Apesar da mistura prever um dilúvio, nada ocorreu.
Avaliação:

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Dogão humildão do Belém

Acho que todo mundo está mais do que acostumado a ver por aqui as resenhas clássicas de hot dog com trezentas coisas em cima, que vão desde purê até salada de repolho (chucrute!). Pois bem, mas hoje vou falar do dogão mais TRU que vocês podem encontrar. Este que lembra aqueles hot dogs americanos só com aquele fio de mostarda serpenteando e nada mais. Existem alguns terminais de ônibus que são verdadeiros paraísos do Fast Food de Pobre, com comida barata, às vezes gostosa, mas sempre de procedência duvidosa. De cabeça posso citar o Terminal Bandeira (perto do metrô Anhangabaú), o Terminal Santana, o Terminal Carrão, Terminal Tatuapé, e o nosso astro de hoje, o Terminal Belém!

Saindo do metrô Belém, virando à esquerda da catraca e descendo as escadas, você já sentirá um cheirão de pão de queijo (aroma que fica entre o chulé e o gorfo). Na fachada, lerá Vitta Pane. Você chegou!


O hot dog custa $ 1,50 e consiste apenas de pão, 2 salsichas e uma lambiscada de maionese. No balcão tem um baldão de catchup e outro de mostarda, para complementar o lanche. E é aquele catchup fodão de rua, que é mais doce e mais aguado que o normal. Falando sério, eu gosto! E mesmo o esse hot dog sendo pequenino e sem adereços, vale a pena quando aquela fome bater e você tiver menos de 2 reais no bolso. Vale a pena comprar um refrigerante Dolly para acompanhar, por apenas 1 real! Seu estômago agradecerá o agrado... ou não. Mas é muito bão pra matar a fome pós-balada, especialmente se você estiver bêbado. Se você bebeu muito, dá pra comer 2 sem pensar!



O que:
Hot dog simprão

Local:
Vitta Pane - Terminal Belém, Estação Belém do Metrô

Preço:
Hot Dog - R$5,00 / Dolly - R$1,00

Atendimento: Rapidinho, porém atencioso.
Efeitos colaterais: Nenhum até o momento. O medo é maior do que o efeito propriamente dito. Pode meter o dente sem medo!
Avaliação:

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Pernil do Estadão no fígado de São Paulo

Se existe um lanchão tradicional do fast food paulistano, é o lanchão de pernil. Particularmente, o mega-lanchão do Estadão é um dos melhores e mais populares dessa cidadezona cinza. O Estadão é pioneiro no atendimento 24 horas em São Paulo, o que torna sua clientela deveras interessante: lá tem desde famílias completas, travestis, bêbados pós-baladas, pessoas bebendo pré-balada, pessoas que estão na balada, taxistas, esquisitões, policiais, jornalistas... enfim, todo tipo de forma de vida da madrugada paulistana.



O Estadão foi inaugurado em 1968 e o nome é uma referência ao jornal O Estado de S. Paulo, que na década de 1960, funcionava num edifício vizinho ao bar/restaurante/boteco.

Depois de muitas visitas e experimentações do lanche perniloso, voltamos lá acompanhados pelo recém-paulistano Pedro Couto, do blog Pangéia, com o intuito de fazer um post para esse pobre mas limpinho blog. Assim, teríamos uma terceira opinião de alguém que desconhece o quitute. Convenhamos que o lanche já foi mais barato, mas continua bão e vale a pena.

O lanche tradicional tem pernil, um molho especial com cebola e pimentão, e mais alguns ingredientes especiais no pão francês. Segundo o proprietário, são vendidos por volta de 48 pernis inteiros todo dia. Haja porco! Um delicioso pesadelo para os vegetarianos!


Pedimos três lanches tradicionais e três cervejotas para acompanhar. A Dri disse que acha que o lanche é melhor apreciado sem a cerveja, que fica melhor pra depois. Concordo com ela, comer bebendo cerveja não é pra mim... mas se você gosta, vai fundo!

O Pedro não falou muito, basicamente devorou o lanche em 10 segundos, o que entendemos como um elogio. E por falar em elogios, a pimentinha do lugar, pra quem curte, vai muito bem. Meu lanche meio que se despedaçou e deixou todas as cebolas características caírem, mas isso não aconteceu com o lanche da Dri nem do Pedro. Aliás, ele me encheu bem o saco por eu não ter comido as cebolas caídas no prato.

Enfim, vale muito a pena comer um pernilzão no Estadão na calada da madrugada, onde todos os gatos são pretos e o lanche é farto.

O que: Lanche de Pernil
Local:
Estadão Bar e Lanches - Viaduto 9 de Julho, 193
Preço: Lanche de pernil tradicional - R$ 9,00
Atendimento:
Muita simpatia, mesmo com o bar mais lotado que puteiro open bar.
Efeitos Colaterais:
Nenhum. Muita felicidade e experiências antropológicas.
Avaliação:

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Pizza três em um

Que pizza é basicamente sinônimo de "tô com preguiça de cozinhar e ainda por cima sem grana" já é fato. Mas acontece que às vezes a gente cansa da meia mussarela meia calabresa, que são geralmente as mais baratas. (Geralmente aparecem como "Promoção 1" na capa do papelzinho da pizzaria, junto com a de atum, a portuguesa e variantes entre diferentes pizzarias)

E foi numa dessas noites perdidas em que o João insistiu em me esperar chegar da faculdade, mesmo perdendo o ônibus e indo parar nem sei onde, quase perdi o ônibus na volta pra poder chegar, mas, é claro, consegui (senão não estaria escrevendo não é mesmo?). Chegando nos deparamos com a cruel verdade: Não tem nada na geladeira, o que vamos comer? Ah! E também não temos um puto. (Leia-se: "Não temos dinheiro")

Solução: pizza delivery. Agora faltava achar um que atendesse aqui no fim do mundo onde estamos morando e, ainda aceitasse cartão de débito. Muito folhetinhos depois, encontramos a Pizzaria Berlim.


Indecisos que somos, depois de muito olhar as opções do folhetinho resolvemos ser rebeldes: Meia Strogonoff Meia Hot Dog. Quase uma suruba gastronômica! Levando em conta que uma pizza dá para um almoço e um jantar pra dois (pelo menos é assim aqui em casa) teríamos além de uma pizza, um lanche E uma refeição. Sendo que pagamos R$18,00, vejamos quanto saiu o "enche bucho" por cabeça. Almoço e jantar: R$9,00 cada. Para duas pessoas: R$4,50. Quer mais? (Momento para sentir orgulho pela façanha.)

Quando a pizza/lanche/refeição chegou, ao abrir a caixa deu um medinho de ser massa de pizza com batata palha por cima. Mas, aos poucos, fomos nos deparando com o que havia entre os dois. A pizza de strogonoff não traz lá o prato à moda da minha sogrinha querida (juro que não estou puxando o saco, é bão mesmo), mas dadas as devidas proporções, tava bem gostosinho. A pizza de hot dog não deixava a desejar quando comparada aos hot dogs de rua espalhados pela cidade (mais uma vez, não comparável ao imbatível Dogão da USP, mas vamos lá, era uma pizza!).

Conclusão: continuo achando que somos gênios por reunir pizza+lanche+refeição. Recomendo a experiência!



O que: Pizza Meia Strogonoff Meia Hot Dog
Local:
Pizzaria Berlim Delivery - Vila Sabrina - São Paulo (tel: 2989-9277)
Preço: R$18,00 (Veja as contas acima!)
Atendimento: Padrão de delivery, pediram pra repetir o nome da rua, ninguém disse que me amava, mas o pedido chegou certo.
Efeitos colaterais:
Estou me sentindo um gênio!
Avaliação:

sábado, 4 de dezembro de 2010

O silencioso dog da Panamericana

Hot dog tem em todo lugar. Você vira na esquina, e lá tem um dogão. Vai pegar o metrô, lá está um dogão. Vai no shopping, e lá está ele. Vai no banheiro, e lá está o dog. É o fast food de pobre unânime, todo mundo já comeu, e se não comeu, comerá. E se não passou mal, algum dia passará.

Esses dias resolvi economizar no almoço e andei até a Praça Panamericana, a princípio para ir no McDonald's. Mas percebi um carrinho daqueles especiais que só dogueiro tem, e preferi parar por lá.

Quem atendia era um moço e um senhor, os dois muito solícitos. Pedi o dogão prensado, que era o mais completo e é um clássico da culinária de rua tru. Mas lá também tem o hot dog comum, lanches de calabresa, misto quente, x-burguer e seus similares...

Os ingredientes são os de sempre, com a diferença que ketchup e mostarda você mesmo coloca. Dog relativamente pequeno, ganha pontos por ser fácil de comer, sem fazer aquela melequeira costumaz. Tá, eu consegui sujar meu celular de maionese, mas isso foi burrice minha mesmo. Descobri só depois de algumas horas, quando vi que meu bolso estava cremoso.

Peço que ajudem os dois do carrinho de hot dog (dogueiros profissionais, segundo plaquinha na parede) dando um rádio ou uma TV para que eles se distraiam enquanto vendem o quitute. O silêncio é quase sepulcral, e eles ficam com uma cara de tédio... fiquei com dó.

O que: Hot Dog
Local:
Carrinho de Hot Dog - Pça Panamericana, esquina da R. D. Elisa de Moraes Mendes
Preço:
Hot Dog - R$ 2,00 Dogão Prensado - R$ 2,50 Refrigerante - R$ 2,50
Atendimento: Eles atendem muito bem, com direito a "Obrigado e fica com Deus!" na saída.
Efeitos Colaterais:
Nenhum. O lanche só poderia ser maiorzinho...
Avaliação:

Shopping de rico, bolso de pobre

Aqui perto do trabalho não existe muita opção de comida na hora do almoço: ou você vai até os shoppings mais próximos (Villa Lobos e Eldorado), ou vai no posto de gasolina ao lado (caro por demais), ou tenta trazer uma marmita e desvendar onde diabos existe um microondas nesse lugar. Eu ainda não descobri, então por enquanto o shopping está sendo a única opção viável.



Se você já visitou o Shopping Villa Lobos, sabe que o lugar é indiscutivelmente um shopping de burguês. É só mulher de vestido longo e jóias da Vivara e homem de terno, gravata, anéis de ouro e notas de 100 caindo pelos bolsos. E no meio disso tudo, eu, com a conta negativa no banco e morrendo de fome. Depois de quase um mês procurando o jeito de gastar menos entre Divinos Fogões (bom, mas caro) e Kappa Sushis (caro e não vale um rodízio), descobri a salvação. E o nome disso é Tutuzinho.


O tal "Tutuzinho" do Griletto é um semi-Virado à Paulista. Tem arroz, tutu, couve, um ovo e uma bisteca de porco. A porção, dependendo do dia é servidona, equivale a um PF (ah, saudades de um PF) bacanudo. Dica: roube um molho Italian que eles normalmente dão de brinde nos outros pratos. Eu acho que dá aquele toque especial! A graça é que esse prato foge dos preços astronômicos do shopping (normalmente acima de R$ 15) e custa só R$ 9,90! Ah, nem procure no cardápio: peça de uma vez. É um prato meio "secreto" e não consta no cardápio do Griletto! Easter egg gastronômico!

O que: Tutuzinho
Local: Griletto - Av. das Nações Unidas, 4.777 - São Paulo
Preço: Tutuzinho - R$ 9,90 Refrigerante 500 ml - R$ 3,60
Atendimento: O comum de um restaurante de shopping. Rápido e eles te dão aquela senha aleatória.
Efeitos Colaterais: Nenhum. Barriga cheia é efeito colateral?
Avaliação:

sábado, 23 de outubro de 2010

Mercado de rico, precinho sustentável

Como boa apreciadora dá máxima de que "Se eu não tô pagando, é de graça!", desde que comecei a ganhar Vale Alimentação do trabalho busco usá-lo para "não pagar" pela comida. (Vou fingir que as horas de trabalho e o suor no rosto não contam. Isso eu finjo que é só para enriquecer a alma e dignificar o homem.)

Por tratar-se de um Vale ALIMENTAÇÃO e não REFEIÇÃO, ele é aceito somente em locais como açougues, sacolões e supermercados, mas não é aceito em lanchonetes e restaurantes. E dado o fato de que eu trabalho numa região pouco favorável à economia gastronômica, o supermercado mais próximo é, claro, um Pão de Açucar. Porém, descobri que mesmo tratando-se de um supermercado de burguês, eles vendem comidas prontas por um preço, digamos, acessível. Assim, juntando a fome com a vontade de comer, ou melhor, o vale alimentação com a necessidade de almoçar, passei a utilizar essa alternativa.

Os diversos pratos são vendidos separadamente por kilo, com preços diferentes (cada prato tem um preço) e até que há uma grande diversidade. Desde o arroz branco ao salmão ao molho de alcaparras, passando por lanches prontos e até mesmo salgados que vão da boa e velha coxinha à esfiha de vegetais com massa integral (essa é pra quem realmente ama sua flora e fauna intestinal). E tenho que dizer que tudo com uma cara boa. Pelo menos aos olhos do meu estômago.

E hoje realmente me senti uma pessoa chique, digna de "slow food of the rich" (Que trocadilho horroroso!!!). O cardápio foi arroz com passas e amêndoas e filet mignon recheado com queijo brie (nunca tinha comido isso na vida!) ao molho funghi. O que totalizou, junto com a Coca Zero de 600ml. por volta de 11 reais!!! E, melhor ainda, que saíram daquele cartãozinho de Vale Refeição e não da minha conta no banco!

A comida é esquentada no microondas e há mesinhas (Poucas! Hoje precisei comer em pé no balcão por uns 15 minutos.) para que as pessoas comam lá, além da opção de levar para viagem.
Tudo bem que um P.F. teria custado menos e provavelmente seria mais bem servido. Mas... Como eu disse, devido ao milagre do Vale Alimentação, pra mim foi "de graça". E estava realmente muito bom! É claro que O tal do queijo brie oferece muito menos adrenalina que o "catupiry" do dogão de rua, mas está aprovado.

Sendo assim, se você também ganha Vale Alimentação pois seu emprego parte do princípio de que você tem tempo para ir ao mercado fazer compras, cozinhar e levar marmita, fica a dica. E se não é seu caso, vale a pena experimentar coisas pelas quais você pagaria muito mais por preços "pagáveis" para bolsos ocupados principalmente por papéis diversos e moedinhas de 5 centavos.

O que: Pratos variados.
Onde: Pão de Açucar - Praça Wendel Wilkie, 11 - São Paulo, SP
Preço: Pratos por kilo. (Você não acha que o preço do arroz branco vai ser o mesmo que o do salmão ao molho né?)
Atendimento: Um pouco lerdo, sendo que há apenas uma atendente e um microondas. Evite horários de muita movimentação.
Efeitos Colaterais: Novas sensações.
Avaliação:

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Se for de fritura, vá de pastel!

Um dos mais populares quitutes gordurosos da vida de qualquer pobre: o PASTEL. Quem nunca passou pela feira e comeu o pastelzinho com caldo de cana? Nada como aquele papel todo engordurado e o cheirinho de fritura no oléo preto que dá todo o sabor especial ao "prato", não é? E, nós aqui do Fast Food de Pobre não poderíamos deixar passar o pastel que ganhou o concurso de melhor pastel de São Paulo.

O concurso foi promovido pela Prefeitura da cidade. Aproximadamente 730 barracas participaram e foram avaliadas entre o dia 15 de setembro e o dia 4 de outubro. Foram distribuídas urnas pelas feiras de São Paulo com cédulas de votação em que o público devia atribuir uma nota de zero a dez para quesitos como recheio, quantidade de gordura e sabor. Os pastéis que obtiveram as melhores notas foram selecionados para a final e avaliados por jurados como Allan Villa Espejo (proprietário dos restaurantes Don Pepe Di Napoli, Forneria Di Napoli, Pepitto, Vila Conte e Al Maré), Marcelo Duarte (Jornalista, apresentador da ESPN e Band News, colunista do jornal da Tarde e autor de diversas obras) e Bruno Stippe (Presidente FIC Brasile e proprietário do restaurante Cantina C... Que Sabe) entre diversos outros nomes.

Em primeiro lugar, ganhando 8 mil reais, ficou o Pastel da Maria (às terças-feiras na Praça Charles Miller, no Pacaembu; às quartas-feiras na Rua Cayowaá, em Perdizes, e na Rua Capitão Manoel Novaes, no Jardim São Bento; às quintas-feiras na Praça Charles Miller, no Pacaembu; aos sábados na Praça Parque Novo Mundo, na Vila Maria; e aos domingos na Rua dos Trilhos, na Mooca). Emocionada, a dona da barraca disse na entrega do prêmio que iria dividí-lo com seus funcionários.

E, numa bela quinta-feira, quanto o tempo permitiu, fomos conferir as sensações do vencedor. Eu, Dri, fui de pastel de palminto. O João, do preferido da galera: carne. É claro que não experimentamos os pastéis das outras 730 barracas, mas posso dizer que o Pastel da Maria mereceu sim o prêmio. Massa sequinha e fina (não cimenta a barriga!), recheio bem temperado (não era aquele monte de palmito picado insosso) e bem servidinho. O de carne também estava bem temperado, com um leve toque de gengibre (delícia!). Para dar um plus, a barraquinha ainda serve um molhinho de ervinhas e temperos (mais conhecido como "molhinho verde") muito bom, combinando com todos os sabores sem ser forte demais (para os acostumados à comidinha de vovó sem tempero) mas muito saboroso.

A barraquinha também conta com funcionários muito simpáticos e uma grande diversidade de sabores. Desde os clássicos carne, pizza, queijo e palmito há também os de bacalhau, carne seca com queijo, escarola com queijo, camarão e outros.
Vale a pena conferir!

O que: Pastel
Local: Pastel da Maria - às terças-feiras na Praça Charles Miller, no Pacaembu; às quartas-feiras na Rua Cayowaá, em Perdizes, e na Rua Capitão Manoel Novaes, no Jardim São Bento; às quintas-feiras na Praça Charles Miller, no Pacaembu; aos sábados na Praça Parque Novo Mundo, na Vila Maria; e aos domingos na Rua dos Trilhos, na Mooca.
Preço: R$ 2,50 o pastel comum e R$ 5,00 o especial (quase o dobro do tamanho).
Atendimento: Simpatia e rapidez, mesmo com bastante movimento.
Efeitos Colaterais: Bolso feliz e barriguinha cheia. Só as gordurinhas localizadas é que não agradecem.
Avaliação: